Este Blog pretende ser também um traço de união entre quem sente, interpreta e decide o Ambiente e a Qualidade de Vida.
Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2006

1smoke.jpg Congratulamo-nos com as recentes declarações do Sr. W. Bush, sensibilizando os americanos para “o fim da era do petróleo”.

Demorou, mas fê-lo!

Finalmente o Presidente da nação mais rica do planeta e representante da corrente mais conservadora da política americana reconhece o que Al Gore, tinha anunciado há muitos anos:

“Pode existir um novo patamar de prosperidade no qual a criatividade americana construa não apenas um novo produto, mas também um melhor planeta, um novo passo para o progresso no qual o comprometimento diário dos americanos em desenvolver tecnologias inovadoras capazes de criar milhões de cargos bem remunerados, melhorar o ambiente e combater o aquecimento global em simultâneo.
Um novo patamar de prosperidade e de progresso no qual se encorajem e apoiem os Edisons de amanhã e lhes permitam construir um mundo melhor, mais limpo e mais próspero.”
Press Release: New Gore Energy Policy Jun 27, 2000.

É verdade que Bush foi eleito com e pelos petrodollars americanos, defendendo o status da então “american way of life” e a sua eternização.

Mas após 9-11-2001 o mundo mudou!

A impotência da hegemonia tecnológica americana em anular um inimigo de cultura medieval, por si treinado, apenas oculto pela fanática cumplicidade dos seus apaniguados, apesar das ameaças, bombardeamentos e ocupações, reduziu o orgulho conservador americano à realidade do século XXI:

Não é possível obter bons resultados ao enriquecer pela compra do petróleo e doutrinar com tácticas militares ocidentais inimigos culturais da nossa civilização. Mais difícil a ocupação militar intemporal, sem pacificação, reconstrução nacional e adopção de um modelo democrático estável.

A estratégia do futuro é a que a Europa já tinha de há muito adoptado e Al Gore compreendido:
Produzir rapidamente fontes de energia alternativa ao petróleo, sem dúvida em nome do Ambiente mas também, em nome da segurança do abastecimento energético e da independência económica do mundo não produtor.

Mas, Sr. Bush:

É apenas em nome do Ambiente e da causa das Alterações Climáticas que lhe damos as boas-vindas!.E demonstre rapidamente o seu empenho na nossa causa comum:

Assine o Protocolo de Quioto!


Macieira Antunes
publicado por saqv_ps às 02:17

Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2006

[Error: Irreparable invalid markup ('<img [...] /align>') in entry. Owner must fix manually. Raw contents below.]

<img alt="j11eroen.jpg" src="http://ambientequalvida.blogs.sapo.pt/arquivo/j11eroen.jpg" width="258" height="345" border="0" /align="left" hspace="10"> <font size=4>C</font>OMUNICAÇÃO DA COMISSÃO AO CONSELHOE AO PARLAMENTO EUROPEU

As zonas urbanas desempenham um papel importante na realização dos objectivos da Estratégia da União Europeia em favor do desenvolvimento sustentável. É nas zonas urbanas que as dimensões ambiental, económica e social se encontram mais interligadas. As cidades concentram muitos problemas ambientais, mas constituem também os motores económicos, os locais em que se decidem os negócios e se efectuam os investimentos.
Quatro em cada cinco cidadãos europeus vivem em zonas urbanas e a sua qualidade de vida é directamente influenciada pelo estado do ambiente urbano. Um ambiente urbano de elevada qualidade contribui também para a prioridade da Estratégia de Lisboa renovada (“tornar a Europa um local mais atractivo para trabalhar e investir”).
A atractividade das cidades europeias aumentará o seu potencial de crescimento e criação de empregos, pelo que as cidades se revestem de uma importância crucial na aplicação da Agenda de Lisboa.
Todavia, registam-se preocupações crescentes sobre o estado do ambiente urbano europeu. Os desafios ambientais que defrontam as cidades têm consequências significativas para a saúde humana, a qualidade de vida dos cidadãos urbanos e o desempenho económico das próprias cidades.
O Sexto Programa Comunitário de Acção em matéria de Ambiente (6º PAA) preconizou a elaboração de uma Estratégia Temática sobre Ambiente Urbano com o objectivo de “contribuir para uma melhor qualidade de vida através de uma abordagem integrada e centrada nas zonas urbanas” e ”contribuir para um elevado nível de qualidade de vida para os cidadãos e de bem-estar social, proporcionando um ambiente em que o nível de poluição não provoque efeitos nocivos na saúde humana e no ambiente e encorajando um desenvolvimento urbano sustentável”.
Na esteira do 6º PAA, a Comissão efectuou a sua análise preliminar dos desafios que defrontam as zonas urbanas numa Comunicação provisória e sugeriu a adopção de acções em quatro domínios prioritários (gestão urbana, transportes sustentáveis, construção e concepção urbana, nomeadamente com integração de boas práticas, e eventual estabelecimento de obrigações pela UE para a adopção de planos a nível local). Foram realizadas consultas extensivas das partes interessadas, bem como uma análise aprofundada das possíveis vias a adoptar, cujos resultados constituem a base da presente estratégia.

2. DESAFIOS AMBIENTAIS QUE DEFRONTAM AS ZONAS URBANAS

A maioria das cidades confronta-se com um núcleo comum de problemas ambientais, designadamente má qualidade do ar ambiente, níveis elevados de tráfego, congestionamento e ruído ambiente, áreas edificadas de baixa qualidade, terrenos abandonados, emissões de gases com efeito de estufa, dispersão urbana, produção de resíduos e efluentes líquidos.
As causas dos problemas abrangem as alterações do estilo de vida (dependência crescente em relação aos veículos particulares, aumento do número de agregados constituídos por uma só pessoa, utilização mais intensiva dos recursos per capita) e as alterações demográficas, que deverão ser tidas em conta na definição de soluções. Estas últimas deverão ser orientadas para o futuro e abranger aspectos ligados à prevenção dos riscos, tais como a previsão do impacto das alterações climáticas (por exemplo, aumento dos riscos de inundação) ou a redução progressiva da dependência relativamente aos combustíveis fósseis.
Os problemas ambientais das cidades são particularmente complexos, já que as suas causas se encontram interligadas. As iniciativas locais para a resolução de um dado problema podem gerar novos problemas noutras áreas e colidir com as políticas aos níveis nacional ou regional. Por exemplo, as iniciativas para a melhoria da qualidade do ar mediante a aquisição de autocarros ecológicos podem ser comprometidas pelo crescimento do transporte privado decorrente de decisões sobre a utilização dos solos (tais como a construção de parques de estacionamento no centro das cidades). Os problemas associados às áreas edificadas de baixa qualidade encontram-se frequentemente ligados a problemas socioeconómicos subjacentes. É amplamente reconhecido que as autoridades locais que registam melhores resultados utilizam abordagens integradas para a gestão do ambiente urbano, adoptando planos de acção estratégicos a longo prazo, em cujo âmbito são analisadas em pormenor as relações entre as diversas políticas e obrigações, nomeadamente a vários níveis administrativos (ver anexo). As obrigações impostas a nível local, regional, nacional ou europeu (no que respeita, nomeadamente, à utilização dos solos, ao ruído e à qualidade do ar) podem ser aplicadas de forma mais eficiente a nível local se forem integradas num quadro estratégico de gestão local.

(A continuar)
publicado por saqv_ps às 01:51

Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2006

F48-a14.jpg «PALADINO DO PENSAMENTO AMBIENTAL»

No dia 25 de Janeiro de 2006, o Ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, Francisco Nunes Correia, presidiu ao Acto de Recepção do espólio documental dos arquitectos paisagistas Francisco Caldeira Cabral, Gonçalo Ribeiro Telles, António Viana Barreto e Ilídio de Araújo, oferecido à Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, integrada actualmente no Ministério do Ambiente, tendo em vista a sua salvaguarda e divulgação.

O Ministro Francisco Nunes Correia destacou, oportunamente, a contribuição inovadora e precursora dos mencionados Arquitectos Paisagistas no domínio das “políticas e práticas de ambiente e de ordenamento do território”. Trata-se de uma “contribuição muito válida na sua visão e intervenção sobre a paisagem natural e cultural e nas suas perspectivas de criação e transformação, numa óptica de sustentabilidade”.

De harmonia com as palavras proferidas pelo Ministro do Ambiente, o Professor Gonçalo Ribeiro Telles é o “paladino do pensamento ambiental e de ordenamento”. O Professor tem uma “carreira destacada de projectista na área da Arquitectura Paisagista e de interveniente na vida pública e cultural”, desenvolveu projectos de espaços públicos exteriores associados a uma «visão estratégica e integradora sobre a paisagem, quer urbana, quer rural, criando o conceito de «paisagem global»”.

Gonçalo Ribeiro Telles foi o “1.º Subsecretário de Estado do Ambiente no Portugal Democrático, depois Secretário de Estado e mais tarde Ministro da Qualidade de Vida, dando corpo a um conjunto de políticas de ambiente, conservação da natureza, ordenamento do território e planeamento urbanístico, que estão na origem de muitas das políticas da actualidade”. Assim, participou na concepção de instrumentos para a sustentabilidade, como a Reserva Agrícola Nacional e a Reserva Ecológica Nacional.

Pensador, Professor, Governante, Legislador, Vereador, Deputado e Projectista, Gonçalo Ribeiro Telles participou na concepção de espaços públicos emblemáticos, como o Parque da Fundação Calouste Gulbenkian e o Parque Amália Rodrigues, situados na Cidade de Lisboa. Por tudo isto, a Secção do Ambiente e da Qualidade de Vida do PS não podia deixar de destacar a contribuição deste Homem invulgar e exemplar, precursor das ideias e das práticas do Desenvolvimento Sustentável.

PEDRO FRANCO
(Geógrafo)
publicado por saqv_ps às 00:46

Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2006

photo_globalization.gifTodos nos apercebemos de que a globalização apresenta três estádios civilizacionais determinantes para a sua evolução:

- Um primeiro bastante desenvolvido baseando o seu desenvolvimento na investigação aplicada à evolução industrial com forte valor acrescentado, sendo o único produtor destes produtos em primeira geração. Destacamos os semicondutores, software, material bélico e de comunicações. Referimos os EUA.

- Em seguida observamos um patamar localizado num espaço económico de desenvolvimento médio, acabado de chegar à aeronáutica comercial, às comunicações de voz e com uma forte aposta em serviços e tecnologias de apoio à protecção do ambiente.
A par mantém várias regiões dependentes de mão-de-obra intensiva como os têxteis ou a construção civil: A Europa.

- O terceiro e último grau civilizacional - onde se concentra um terço da população mundial - desempenha tarefas industriais de inexpressivo valor acrescentado e fraca tecnologia, destinado à satisfação de necessidades primárias. Referimo-nos à agricultura e a pequenos veículos motorizados associados à receptividade dos interesses multinacionais que procuram estas zonas do globo: O Sudeste Asiático.

(As concentrações de matérias-primas ou financeiras são afastadas deste cenário de “amostragem civilizacional” dos nossos dias por se considerarem a montante e a jusante da mesma.)

A sanduíche está bem definida:
A Europa desenvolve esforços de investimento para competir em evolução tecnológica com os EUA, enquanto sofre, forte concorrência do Sudeste Asiático nos mercados tradicionais.

Acreditamos que sendo a Europa, de há muito, campeã nos esforços de Protecção Ambiental e na luta pelos Direitos Humanos, ergueu dois pilares morais dos quais não pode, nem deve, abrir mão.

Será com apelos internos à consciência e á cultura europeias, e com parcerias de qualidade externas, que efectuaremos os negócios globais adequados. Nunca com o novo-riquismo amoral americano. Com ele podemos ganhar hoje um negócio mas perdemos toda a esperança num futuro da humanidade que se baseie nos valores da nossa cultura.
publicado por saqv_ps às 14:08

Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2006

skyscraper.jpgO facto de a Suécia anunciar a sua determinação em se tornar o primeiro país do mundo independente do petróleo em 2020, fundamentalmente através de fontes renováveis, constitui sem dúvida um motivo de esperança e em simultâneo de desafio.

Esperança por ser possível concretizar um sonho que hoje, além das vantagens financeiras que acarreta, traz também consigo contrapartidas ambientais e de verdadeira independência nacional. Talvez alguns agora percebam porque é que algumas instituições, tradicionalmente tão arreigadas à independência nacional, nunca sobre este tema se pronunciaram, ainda que com uma simples abordagem ou prospectiva. Para elas, nunca foi de facto importante essa causa mas tão só, em nome dela, chorudos negócios e respectivas contrapartidas.

Esperança de sustentabilidade ambiental, eliminando o risco de aquecimento global e melhorando níveis de poluição (e ruído) nos centros urbanos.

Esperança de um desenvolvimento económico independente de recursos energéticos limitados e onde os derivados do petróleo, desde o plástico aos perfumes, conseguem vida praticamente ilimitada.

Esperança na obtenção de economias consideráveis nas importações de crude, hoje a 60 dollars por barril amanhã talvez a 160... No caso português, e a preços de 2005, perspectivar-se-ia uma economia de 5.000 milhões de euros (1bilião de contos) aproximadamente 1,6 vezes o défice anual máximo permitido pelo tratado de Maastricht.

Desafio a toda a comunidade internacional que vive o século XXI para que seguindo este percurso exemplar se afirme, confiante na sua auto produção, não entregando nas mãos de ditadores do século XII, a sua auto estima e dignidade.

Desafio às economias emergentes da China e Índia para optarem por alternativas limpas, potencialmente inesgotáveis, fazendo a Europa e os EUA entenderem que o desenvolvimento do sudeste asiático não implica recessão económica sistemática no mundo ocidental.

Desafio à investigação e ao desenvolvimento de novas tecnologias de produção de energias renováveis e de reciclagem e reutilização de materiais.

Desafio ao estabelecimento de um novo paradigma de paz universal, onde o motor do desenvolvimento não seja pertença de alguns mas que possa chegar a todos em qualquer lugar, por mais recôndito, do planeta.

Com a Suécia na ponta da lança a nossa geração pode esperar que as gerações futuras, quando nos apontarem o erro de uma produção de crude exagerada, nos reconheçam também a capacidade de ter reconvertido essa realidade numa alternativa duradoura, que sustentou, sem sobressaltos, as gerações vindouras.
publicado por saqv_ps às 09:09

Terça-feira, 07 de Fevereiro de 2006

suecia2.jpgSuécia: Ano 2020!

A ministra sueca do Desenvolvimento Sustentado, Mona Sahlin, declarou que o seu país será o primeiro a quebrar a dependência da energia de origem fóssil.
A Suécia acabará de consumir petróleo em 2020 e provavelmente o abastecimento do país será baseado em energia renovável.

O objectivo é gradualmente libertar o país dos automóveis abastecidos a gasolina e casas aquecidas a gasóleo. Este objectivo será alcançado através de taxas premiando a maior eficiência no consumo e por investimentos em larga escala em energias renováveis e investigação.

Já no próximo ano serão lançados incentivos para as famílias possuidoras de habitação alterarem a alimentação dos seus sistemas de aquecimento do petróleo para as energias renováveis.

Tais incentivos financeiros já estão disponíveis para livrarias, recintos aquáticos e hospitais que pretendam trocar para uma energia mais eficiente. A expansão do calor à distância continua a ser uma ferramenta importante neste processo.
suecia1.jpg
O Governo sueco também pretende tornar mais económicos os automóveis amigos do ambiente. Uma das maneiras de o conseguir é não submeter os combustíveis que não provoquem CO2 ao imposto de energia ou apenas a 10% deste. Estes veículos também não ficarão sujeitos a taxas de circulação a serem introduzidas em Janeiro 2006 e muitos municípios permitirão estacionamento gratuito a estes carros.

O Parlamento sueco aprovou por unanimidade 15 objectivos nacionais incluindo o fim da utilização de químicos perigosos em 2020 assegurando que todos os lagos e cursos de água sejam ecologicamente sustentáveis, os seus habitats e garantida a reserva ecológica de água.
publicado por saqv_ps às 21:06

Sexta-feira, 03 de Fevereiro de 2006

taxibus.jpgA Carris e o Ambiente.

Numa crescente preocupação com as questões ambientais, a Carris encontra-se empenhada em testar novos tipos de combustíveis.
O esforço ambiental da empresa que nos transporta em Lisboa.
Leia aqui...
publicado por saqv_ps às 01:24


mais sobre mim
pesquisar
 
Fevereiro 2006
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
11

12
13
15
17
18

19
20
21
24
25

26
27
28


Últ. comentários
pelo visto o plano do governo nao deu certo..
"Se as contas forem feitas de acordo com toda a ág...
Sinceramente estava mais que na altura... já a his...
Como é que é possível a média em Portugal ser de 1...
é isso ai, Alan, vc já expressou mto bem as palavr...
Parabéns á Sofia Guedes Vaz, pelo belo projeto des...
hf4YJU <a href=\"http://ukuhehkemvit.com/...
Está na hora do PS se ir embora
"As empresas de construção têm à sua disposição um...
Realmente, como é que jornalistas e quercus fazem ...
subscrever feeds