Este Blog pretende ser também um traço de união entre quem sente, interpreta e decide o Ambiente e a Qualidade de Vida.
Segunda-feira, 31 de Julho de 2006

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Boas férias para todos...

Voltaremos em Setembro!!!
publicado por saqv_ps às 12:57

Quinta-feira, 27 de Julho de 2006

images5756.jpgRecentemente a Espanha afirmou estar muito aquém de conseguir os seus objectivos com o Protocolo de Kyoto e terá de adquirir créditos de carbono do exterior usando o mercado de emissões.

Os espanhóis prevêem um diferencial máximo de 289 milhões de toneladas de CO2 entre 2008/2012. Deste valor o governo comprará 159 milhões de toneladas, enquanto a indústria compensará os restantes utilizando os mecanismos de flexibilidade previstos no Protocolo.

Estima-se que os créditos nacionais de carbono custarão entre 5 e 7 € por tonelada enquanto os créditos industriais 11 a 15, num total de 3.000 milhões de euros (600 milhões de contos).
publicado por saqv_ps às 09:30

Terça-feira, 25 de Julho de 2006

Nota informativa sobre a nova lei-quadro de gestão dos resíduos:

- Exclusão da biomassa desta legislação, o que, de acordo com a legislação cessante implicava, no limite, que a queima de ramos de árvores numa lareira constituísse motivo de contra-ordenação;
-Exclusão de autorização prévia a todos os operadores abrangidos por licenciamento industrial ou licença ambiental;
- Possibilidade de realizar processos de autorização prévia de forma simplificada para instalações com menores implicações ambientais;
- Redução dos tempos do processo de avaliação de um pedido de autorização prévia e possibilidade de deferimento tácito.

Para além destas alterações de carácter técnico-administrativas, a nova legislação vem também definir o Regime Económico e Financeiro da gestão de resíduos que inclui taxas para os processos de licenciamento tais como
- a emissão de uma licença para uma instalação de gestão de resíduos terá uma taxa de 2.000,00 €,
- a emissão de uma licença de aterro terá uma taxa de 20.000,00 €
- o registo electrónico terá uma taxa de 25,00 € (refira-se que o registo electrónico será obrigatório para praticamente todas as instalações industriais e para todos os actores do mercado dos resíduos)
- taxas de gestão de resíduos (1,00 €/ton de resíduos geridos por um CIRVER, 2,00 €/ton de resíduos colocados em aterro e 5,00 €/ton de resíduos inertes colocados em aterro, valores que serão repercutidos nos produtores dos resíduos).

No âmbito do Regime Económico e Financeiro da gestão de resíduos refira-se ainda um agravamento muito substancial das coimas previstas por incumprimento desta legislação referindo-se a título de exemplo que a coima mínima para uma pessoa colectiva pela entrega de resíduos a operadores não licenciados é nesta legislação de 7.500,00 € o que corresponde a um agravamento de 200% relativamente à coima mínima pelo mesmo incumprimento através da aplicação da legislação cessante.

Um abraço,

MA.
publicado por saqv_ps às 10:36


WASHINGTON - Cientistas de todo o mundo todo acompanham a elevação das temperaturas, a secagem das terras e vastas florestas desaparecendo em chamas. Na tundra siberiana e nas Montanhas Rochosas canadianas, no sul da Califórnia e na Austrália, investigadores encontram evidências cada vez maiores ligando os grandes incêndios florestais à mudança climática, um impacto previsto há tempos pelos teóricos do aquecimento global.
Uma equipe da Scripps Institution, da Califórnia, em um relatório publicado neste mês, aponta que as temperaturas mais elevadas provocaram um degelo precoce da neve e, consequentemente, um verão mais seco, gerando um factor determinante dos grandes incêndios que vêm atingindo o oeste americano nos meses de verão já há três décadas.
Os investigadores já haviam chegado a conclusões semelhantes no Canadá, onde o fogo destrói 6,4 milhões de acres a cada ano, comparados a 2,5 milhões no início dos anos 70. E um artigo científico de especialistas russos e canadianos que será publicado em breve denuncia ligações entre o aquecimento e incêndios na Sibéria, onde 2006 já se tornou um ano de fogo extremo, o sexto mais violento dos últimos oito.
Na Austrália, 2005 foi o ano mais quente já registado, e a perigosa estação dos incêndios torna-se cada vez mais longa. "Temperaturas em elevação estão intimamente ligadas ao aumento da área queimada no Canadá e, eu diria, no mundo", disse Mike Flannigan, investigador do Serviço Florestal Canadiano. Nadezda M. Tchebakova, climatologista do Instituto Sukachev de Florestas, da Rússia, afirma que as temperaturas do Inverno no sul da Sibéria, no período 1980-2000, foram de 2º C a 4º C superiores à média anterior a 1960.
O Painel Intergovernamental de Mudança Climática, uma rede de cientistas patrocinada pela ONU, previu há tempos que as secas de verão agravariam os incêndios florestais. E o aquecimento prosseguirá enquanto gases do efeito estufa, produzidos pela actividade humana - principalmente o dióxido de carbono emitido pela queima de combustíveis fósseis - continuarem a se acumular na atmosfera.
publicado por saqv_ps às 10:33


Na sua edição de domingo(23/7/06), a revista económica Caijing adianta que a medida, incluída na revisão das leis fiscais, visa reduzir a componente de produtos de baixo valor acrescentado nas exportações chinesas, actualmente a maior. Chong Quan, porta-voz do Ministério do Comércio chinês, afirmou, citado pela agência EFE, que o governo «pretende um equilíbrio comercial, não procura um excedente a qualquer preço». As novas leis deverão entrar em vigor em Setembro ou Outubro, apesar da contestação das empresas afectadas. Os incentivos fiscais e outros benefícios em causa foram concedidos em 1985. O objectivo era tornar mais competitivos os produtos chineses no mercado internacional. A quota actualmente alcançada por produtos chineses nalguns mercados, nomeadamente nos têxteis, calçado ou componentes automóveis, tem vindo a gerar protestos na Europa e Estados Unidos. Em Junho, a China atingiu um excedente comercial de 14,5 mil milhões de dólares (11,4 mil milhões de euros), um máximo histórico mensal. As exportações aumentaram 23% em relação a Junho do ano passado, para 81,3 milhões de dólares (63,6 milhões de euros). Diário Digital / Lusa
publicado por saqv_ps às 10:32


Para afastar a cada vez maior poluição de ar, Pequim aumentou recentemente o seu objectivo de capacidade eólica instalada no ano 2020 de 20 para 30 gigawatts, muito significativo quando comparado com os seus objectivos para conseguir 40 gigawatts em energia nuclear em 2015. Mais importante, as entidades governativas têm dito às principais empresas de energia que devem gerar pelo menos 5 por cento da eletricidade que produzem através de fontes renováveis em 2010 e 10 por cento em 2020.
Esta recomendação favorece o investimento em detrimento da prevalência do carvão barato. O interior de China e as suas vastas e acessíveis costas fazem do vento uma energia favorita, gerando negócio para os fabricantes de equipamento.

O consórcio sino-espanhol Nantong pode agora montar 400 turbinas de 1,5 megawatts (1 megawatt = 1.000 Kw) equipadas com as lâminas de 43 metros em cada ano, duas vezes maiores do que as turbinas comuns em China no passado.
A companhia decidiu-se duplicar a sua capacidade numa segunda fase.

O comportamento da China tem incentivado outros países, quer desenvolvidos quer emergentes, em desenvolver o seu potencial eólico.
No ano de 2005 foram instalados 1,3 gigawatts (1 gigawatt = 1.000.000 Kw), um aumento de dois terços em relação ao ano anterior, segundo dados da Associação Chinesa para a energia eólica.

Este significativo, embora pequeno, passo da China para a sustentabilidade energética é de louvar. Acreditamos que devem ser desenvolvidas todas as pressões internacionais no sentido de esta tendência aumentar rapidamente, na China e em todas as economias emergentes.
publicado por saqv_ps às 10:31


MADRID - uma companhia espanhola reivindicou, na quinta-feira 20/07, ter desenvolvido um método de produzir a partir do plâncton combustível, fornecendo uma fonte potencial inesgotável de combustível limpo.
Os testes com veículos estão ainda, de alguma forma, afastados porque a companhia, Bio Fuel Systems, não tentou refinar o óleo verde-escuro resultante.
A Bio Fuel Systems é uma empresa completamente espanhola, formada este ano na Espanha, junto à fronteira francesa, após três anos da pesquisa por cientistas ligados à universidade de Alicante.
A Bio Fuel Systems desenvolveu um processo que converte o plâncton em energia, baseado em três elementos: energia solar, fotossíntese e um campo electromagnético.
Este processo permite obter um biocombustível equivalente ao de origem fóssil.

O fitoplâncton, como outras plantas, absorve o dióxido de carbono enquanto cresce.
O CO2 libertado quando queimamos combustíveis fosseis como carvão, óleo e gás, é tido como grande responsável pelo aquecimento global.
A Bio Fuel Systems disse que o seu novo combustível reduzirá o CO2, estando livre de outros contaminantes, como dióxido de enxofre, e seriam mais baratos do que o petróleo fóssil é agora.
“O nosso sistema de bioconversão é aproximadamente 400 vezes mais produtivo do que qualquer outro sistema baseado em plantas produzindo óleo ou etanol,” disse um informador, comparando os biofuels actualmente disponíveis feitos de plantas como o milho ou sementes oleosas.
A Bio Fuel Systems está a trabalhar com cientistas na universidade de Alicante no projecto. Alugou naves industriais para fabricar o combustível e promete começar a produção contínua em 14 a 18 meses.
publicado por saqv_ps às 10:29


intro_67_p.jpgO especialista em alterações climáticas Filipe Duarte Santos defendeu este domingo(23 de Julho) a necessidade de reduzir o número de voos durante a noite em Portugal para atenuar a contribuição da aviação para o aquecimento global do planeta.

Segundo um estudo de peritos da Universidade de Reading, no Reino Unido, publicado na revista Nature, os rastos deixados no céu pelos aviões têm um maior impacto no aquecimento global do planeta quando se realizam de noite e no Inverno.

«Esses investigadores conseguiram provar que os rastos dos aviões, que não são mais do que condensação de água, absorvem a radiação ultravioleta [calor ] emitida pela superfície da terra e contribuem para o aquecimento global», explicou Filipe Duarte Santos.

Aquele calor seria perdido na atmosfera caso não fosse absorvido pelas «nuvens» que são formadas pela passagem de um avião.

De acordo com dados da Nav (responsável pelo controlo do fluxo do tráfego aéreo nas regiões sob responsabilidade portuguesa, para evitar colisões), a distribuição média horária em Junho último em todo o país indica que entre as 20:00 e as 06:00 cruzaram o espaço aéreo nacional mais de 250 aviões. No total, mais de 30 mil aviões cruzam todos os meses o espaço aéreo português, entre voos civis e militares, segundo a Nav.

Outro dos efeitos que os peritos da universidade de Reading conseguiram provar é que os rastos dos aviões também reflectem a radiação solar que absorvem, diminuindo assim o primeiro efeito de aquecimento global do planeta. Contudo, «este segundo efeito não se verifica durante a noite, nem no Inverno, daí que a contribuição da aviação para o aquecimento do planeta seja maior durante esses períodos», explicou Filipe Duarte Santos.

Mas a contribuição dos aviões para o aquecimento global do planeta não decorre somente dos rastos deixados para trás nos céus. «Os aviões civis funcionam com combustível fóssil [fuel] e libertam dióxido de carbono, aumentando o efeito de estufa», adiantou Filipe Duarte Santos. O impacto da aviação no clima está a aumentar e a Comissão Europeia, numa comunicação ao Conselho e ao Parlamento europeus, em Julho do ano passado, apontou um crescimento anual de 4,3%.

«Não obstante a redução de 5,5%, de 1990 a 2003, das emissões totais da União Europeia controladas ao abrigo do Protocolo de Quioto, as emissões de gases com efeitos de estufa da aviação internacional da União Europeia aumentaram 73%, ou seja, registaram um crescimento anual de 4,3%» , lê-se nessa comunicação.

O ambientalista Francisco Ferreira, da associação Quercus, ressalvou que o peso da aviação civil no total de emissões do sector de transportes é de apenas 2,1%.
«Mas, embora o peso da aviação seja reduzido, o seu crescimento acelerado prejudica os progressos noutros sectores», alertou este especialista.

A Comissão Europeia calcula que, se esse crescimento se mantiver nos níveis actuais, as emissões de voos internacionais com partida dos aeroportos da União Europeia aumentarão, até 2012, 150% face a 1990. «Vai ser um problema muito difícil no futuro. Estas emissões têm de ser incluídas no acordo pós-Quioto, assim como no comércio de emissões», que actualmente abrange apenas as indústrias, adiantou Francisco Ferreira.

O protocolo de Quioto abrange apenas as aterragens e descolagens, deixando de fora todos os voos que cruzam o espaço aéreo de um país sem tocar em terra e que contribuem da mesma forma para o problema das alterações climáticas. «Já está quase como dado adquirido que as emissões da aviação vão entrar no comércio de emissões», adiantou aquele ambientalista.

Em Dezembro do ano passado, os ministros do Ambiente da União Europeia apoiaram a inclusão do sector da aviação no sistema de comércio de emissões, que impõe à indústria o respeito de determinados valores de emissões de gases poluentes.

Diário Digital / Lusa
publicado por saqv_ps às 10:05

Segunda-feira, 24 de Julho de 2006

hydrogen_car.jpgA Comissão Europeia quer encorajar e acelerar a entrada em circulação dos veículos a hidrogénio, no âmbito do esforço de redução das emissões de dióxido de carbono, um gás com efeito de estufa.
As partes interessadas e o grande público "são convidados a pronunciar-se sobre propostas de novas regras" para "garantir a segurança do funcionamento destes veículos", uma vez que o hidrogénio é uma substância altamente inflamável, avança a comissão em comunicado.

O projecto de proposta da Comissão, que será submetido a consulta pública, visa integrar os veículos a hidrogénio no quadro comunitário para a homologação por modelo. A ideia é "garantir que a respectiva comercialização na União Europeia se realize no cumprimento de normas comuns".

Sublinhando que os veículos a hidrogénio "vão ajudar a melhorar a qualidade do ar na Europa", o comissário para a Indústria, Günter Verheugen, considera que "as medidas propostas vão facilitar a introdução no mercado deste tipo de veículos". Este facto poderá "promover a competitividade europeia e melhorar o ambiente de forma significativa".

O hidrogénio pode ser utilizado em carros, carrinhas e autocarros e não produz emissões de monóxido de carbono, dióxido de carbono ou partículas.

A data final para o envio de propostas é 15 de Setembro.

(in Público de 13/07/06)

Confira aqui...

E veja como funciona aqui...
publicado por saqv_ps às 09:41

Quinta-feira, 20 de Julho de 2006

a159252231gbeAPi_ph.jpgOs carros pequenos foram proibidos nas estradas principais de Pequim há menos de uma década, porque os padrões da China eram os de as encher com automóveis modernos, grandes e lustrosos.

Hoje, a poluição, os engarrafamentos de tráfego e a dependência crescente do petróleo importado, forçaram uma alteração radical, que vai tornar a China um pioneiro, improvável, de alguns dos padrões mais apertados na eficiência de combustível no mundo e dos limites mais estritos das emissões.

Os políticos, preocupados com o futuro, estão conduzindo o utilizador - do segundo maior consumidor de petróleo do mundo - para um caminho muito diferente do campeão mundial do consumo, os USA, onde os impostos baixos e os padrões de estética conduziram a população ao hábito de viajar de automóvel, com veículos energeticamente ineficientes.

As medidas tomadas por Pequim não ajudarão a lidar com uma procura de petróleo esperada com uma expansão de 5 por cento, ou mais, nos próximos cinco anos (duas vezes a taxa dos E.U.), mas podem impedir que a cultura do grande-carro favoreça um crescimento mais rápido nas décadas seguintes.

A China queima tanta gasolina quanto o Japão, mas tem 10 vezes mais população. No entanto o transporte privado, admite-se agora, subirá aos 60 por cento em 2020 contra os 30 por cento actuais. Recorde-se que os políticos comunistas que definiram a indústria automóvel como um pilar da economia chinesa, sempre se mostraram indiferentes à destruição dos recursos naturais da China, colocando o crescimento económico acima dos interesses ambientais.

Porém, uma classe média crescente na China, exige agora um ar e ambiente mais limpos. Razão pela qual Pequim está incentivando o fabrico de carros de pequena cilindrada e impôs impostos sobre os automóveis mais potentes. Por outro lado, tem vindo a incentivar experiências com veículos a biofuel, hidrogénio e híbridos. Mas com a vendas de veículos a subirem 50 por cento este ano, os motores mais pequenos ainda terão dificuldades de afirmação.

A China tinha uns 24 milhões de carros na estrada nos finais de 2005, mas se o uso do carro aproximasse níveis dos USA, em 2031 este número poderia subir para mil milhões de veículos.

A gasolina custa aproximadamente $2.40 um galão, cerca de 50 centavos menos do que o preço médio nos Estados Unidos na última semana, mas metade do preço na Europa
publicado por saqv_ps às 09:11


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