Este Blog pretende ser também um traço de união entre quem sente, interpreta e decide o Ambiente e a Qualidade de Vida.
Segunda-feira, 25 de Setembro de 2006

nova_biomassa.jpgA Direcção-Geral de Geologia e Energia recebeu 39 candidaturas para o concurso de construção de 15 centrais termoeléctricas a biomassa florestal num total de cem megawatts (MW) de potência.

O prazo para a recepção das propostas terminou no dia 19 de Setembro, tendo decorrido a abertura pública das candidaturas até hoje, segunda-feira.

Desconhece-se para já qual o número das empresas candidatas e se concorrem sozinhas ou em consórcio, uma vez que as propostas foram entregues em envelope fechado. O Ministério da Economia avançou que foram levantados 47 cadernos de encargos.

O Governo abriu em Fevereiro deste ano 15 concursos para novas centrais de produção de electricidade através da biomassa, abrangendo 12 distritos. O distrito de Castelo Branco é o que é abrangido por maior número de concursos, com quatro, seguindo-se o de Vila Real, com três. Os distritos de Viana do Castelo, Braga, Guarda e Viseu são abrangidos por dois concursos cada um.

Cada um dos distritos de Bragança, Coimbra, Portalegre, Santarém, Beja e Faro é apenas abrangido por um concurso. A potência máxima das centrais varia entre dois megawatts, em três casos, e 16 megawatts em cinco concursos.

A biomassa é feita a partir de mato, resíduos (como cascas, folhas ou ramos de árvores), árvores, produtos agrícolas como a beterraba ou cereais ou de gás animal.

A valorização da biomassa florestal faz parte da estratégia nacional para a promoção e desenvolvimento das energias renováveis e de combate aos fogos florestais. Permite ainda reduzir a importação de combustíveis fósseis, como o petróleo, e a emissão de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera.

Portugal tem como objectivo atingir em 2010 uma meta de 150 megawatts de energia eléctrica produzida através da biomassa.
publicado por saqv_ps às 08:01

Quinta-feira, 21 de Setembro de 2006

acidentes180706b.jpgPortugal está no pelotão da frente dos países da União Europeia (UE) com mais automóveis por habitante, revelou hoje um relatório do Eurostat. Entre 1990 e 2004, houve um aumento de 38 por cento do número de automóveis no espaço dos 25, atingindo a proporção de um carro para cada duas pessoas.

Em 2004, a União Europeia a 25 tinha 216 milhões de automóveis.

Depois de estudar a evolução do mercado automóvel de 1990 a 2004, o Eurostat constatou que os maiores aumentos se registaram na Lituânia (mais 167 por cento), Letónia (142 por cento), Portugal (135 por cento), Polónia (128 por cento) e Grécia (121 por cento). Os países onde o número de carros aumentou menos ficam na Escandinávia: Suécia (14 por cento), Dinamarca (20 por cento) e Finlândia (21 por cento).

Em 2004 existiam, em média, 472 carros por mil habitantes na UE25; mas os Estados Unidos conseguiam ter ainda mais automóveis em 2003: 759 carros por cada mil habitantes.

Quanto a Portugal, as tabelas mostram que em 1990 existiam 258 carros por cada mil habitantes. Passados 14 anos, esse número era de 572.

Mas o país com mais automóveis por habitante é o Luxemburgo (659), seguido da Itália (581) e depois por Portugal, com os seus 572 carros.
publicado por saqv_ps às 09:26

Terça-feira, 19 de Setembro de 2006

destaque.gifMinistro do Ambiente: Portugal é o país da UE com mais medidas na área da mobilidade

Portugal é o país da União Europeia (UE) em que mais medidas estruturantes na área da mobilidade foram adoptadas desde a criação da Semana Europeia da Mobilidade, afirmou hoje o ministro do Ambiente, Nunes Correia, citando estatísticas europeias.

"O número médio de medidas adoptadas que se perpetuou no tempo é de quatro por Câmara Municipal, ao contrário dos países europeus, que é de dois, dois e meio", disse também Nunes Correia, no final da corrida a pé pela Avenida Marginal até Cascais que marcou o arranque da Semana Europeia da Mobilidade.

O governante deu como exemplos o fecho de parques de estacionamento, novos sistemas de transportes públicos e a conversão de sistemas existentes noutros menos poluentes, como autocarros a gás.

A Semana Europeia da Mobilidade é, para o ministro, "muito importante porque tem um impacto forte em milhares de pessoas e aumenta a consciência para a questão ambiental".

O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, também presente no arranque da iniciativa europeia, admitiu que "se pode sempre fazer mais", mas, no entanto, defendeu que este é "o período em que as pessoas mais ouvem falar do tema e mais intervêm".

"Estes dias constituem verdadeiros catalizadores, dão impulso a acções, permitem fazer balanços e abrir perspectivas", acrescentou Mário Lino.

Ambos os ministros admitem que as funções que desempenham não lhes permitem usar os transportes públicos, mas, no entanto, tentam compensar essa situação no "fim-de-semana e nas férias, com muitas caminhadas".

A Semana Europeia da Mobilidade em Portugal, este ano com o tema das alterações climáticas, conta com a adesão de 24 autarquias e visa promover as energias renováveis e os transportes alternativos.

Até 22 de Setembro - Dia Europeu Sem carros -, 90 municípios vão dinamizar diversas iniciativas, como o condicionamento de circulação automóvel nalgumas zonas e o encerramento de ruas ao trânsito.

O Dia Europeu Sem Carros realizou-se pela primeira vez no ano 2000 e passou a Semana Europeia da Mobilidade dois anos mais tarde.


In "Público" de 16-09-2006
publicado por saqv_ps às 00:08

Quinta-feira, 14 de Setembro de 2006

sun-thumb.jpgEstudo revela que Sol não será responsável pelas alterações climáticas

A evolução da energia libertada pelo Sol não parece ter tido consequências nas alterações climáticas do planeta, pelo menos, desde o século XVII e provavelmente não virão a ter nos próximos milénios, revela um estudo publicado na edição da revista britânica “Nature” .

A luminosidade do Sol, ou a energia que liberta, aumenta ou diminui pouco menos de 0,1 por cento, segundo o ciclo das manchas solares.

Remontando, por extrapolação, aos períodos deste ciclo até ao ano 1000, os investigadores concluíram que as variações foram muito fracas para explicar as alterações do clima na Terra.
“No conjunto, não podemos encontrar provas de variações da luminosidade do Sol de uma amplitude suficiente para causar variações climáticas significativas a uma escala de cem, mil ou mesmo um milhão de anos”, escrevem os autores do estudo, realizado por uma equipa que trabalha em institutos americano, suíço e alemão.

“Durante o último século, a acção do homem ultrapassou, de longe, as alterações da luminosidade do Sol” no que diz respeito às alterações climáticas, explicou um dos cientistas, Tom Wigley, do Centro Nacional para a Investigação Atmosférica (NCAR).

As reconstituições da evolução do clima desde o século XVII mostram uma nítida aceleração do sobre-aquecimento no último século.
publicado por saqv_ps às 14:59

Segunda-feira, 11 de Setembro de 2006

200_peninsula_render.jpgHá 65 milhões de anos a Península Ibérica estava cheia de zonas húmidas

Há 65 milhões de anos, a Península Ibérica era uma cintura tropical cheia de zonas húmidas, floresta Laurissilva e mangais, revelou hoje um paleontólogo espanhol do Instituto Geológico Mineiro.

“Durante o primeiro período do Terciário, o planeta era quase na sua totalidade de clima tropical, não existia gelo nos pólos nem separação entre os continentes”, explicou Eduardo Barrón, citado pela edição online do “El Mundo”.

Só há 23,6 milhões de anos, a vegetação mediterrânea começou a florescer.

“A temperatura começou a baixar devido à separação dos continentes e ao aparecimento de correntes frias na Antárctida, o que originou aridez e que os pólos começassem a gelar”, explicou este especialista em flora do Terciário.

As plantas tropicais que existiam no Pólo Norte começaram a deslocar-se para Sul mas ao chegar ao Mediterrâneo confrontaram-se com a “concorrência” das plantas de tipo temperado, oriundas das regiões boreais.

Actualmente, grande parte da vegetação da Península Ibérica é uma mistura de elementos de origem tropical e boreal, adaptados às características climáticas da zona.

Segundo Eduardo Barrón, o clima mediterrâneo só se formou no Pliocénico, período durante o qual se formou o deserto do Sahara.

Para o futuro, Barrón prevê um aumento considerável da aridez e desertificação na Península Ibérica, “uma vez que tudo indica que o Mediterrâneo se converta num lago interior que irá secando gradualmente devido ao aumento das temperaturas devido às alterações climáticas

1n "Público" 06/09/06
publicado por saqv_ps às 23:58

Quinta-feira, 07 de Setembro de 2006

bmw-ecotuning-tunen-tuning.jpgOs fabricantes de automóveis europeus e asiáticos devem esforçar-se mais para alcançarem os objectivos, voluntariamente assumidos, na redução das emissões de CO2 ou então, encararem legislação da EU nesse sentido.

A Comissão europeia afirma ter-se registado uma redução de 12,4% nas novas gerações de automóveis quando comparadas a 1995, porém distante do objectivo para 2008/2009 de 25%.

O comissário para os transportes, Guenter Verheugen, afirmou que a situação se encontra longe de ser satisfatória.

Os fabricantes europeus concordaram com a Comissão Europeia em reduzir as emissões para uma média de 140g/Km em 2008, enquanto japoneses e coreanos também concordaram, mas para 2009.

A BMW alemã afirmou, em Março, ir iniciar a produção em série, dentro de dois anos, de carros alimentados a hidrogénio com motores modificados, iniciando por algumas centenas de unidades com a possibilidade de comutar entre derivados do petróleo e hidrogénio, por forma a que os condutores facilmente encontrem postos de abastecimento.
publicado por saqv_ps às 17:12

Segunda-feira, 04 de Setembro de 2006

contaminasi.jpg

Ministério responde à Quercus e diz que taxa de carbono está implementada

O Ministério do Ambiente contrariou hoje a Quercus e garantiu que a taxa de carbono é uma realidade no país. A associação ambientalista criticou o facto do Governo ter retirado esta taxa do leque de medidas a implementar no âmbito da estratégia nacional de combate às alterações climáticas.

Em comunicado, o ministério da Rua do Século diz que “não é correcto afirmar que ‘o Governo não implementou a taxa de carbono’. A taxação de carbono é hoje uma realidade em Portugal”.

Segundo o ministério, a taxa existe através da reforma do Imposto Automóvel, “no qual uma percentagem incide nas emissões de [dióxido de carbono] CO2”.

Com o Programa nacional de alterações climáticas (PNAC) 2006, a taxação sobre o carbono vai aumentar, através de “uma nova taxa sobre lâmpadas ineficientes, ou a equiparação do custo do gasóleo de aquecimento ao gasóleo rodoviário”.

As receitas geradas serão “as suficientes para o nível de financiamento do Fundo Português de Carbono”.

Hoje, a Quercus disse que a taxa de carbono, que considera “um dos instrumentos mais importantes e que foi prometido pelo Governo” foi “definitivamente retirada do leque de medidas a implementar”.

Mas se para a Quercus, o “caminho mais prioritário [do fundo] seria o de implementação de medidas internas”, o ministério do Ambiente considera que “a utilização do Fundo de Carbono em projectos ao abrigo de mecanismos de desenvolvimento limpo não são um desperdício de dinheiro”. Em comunicado salienta que são “uma forma de exportar uma forma de desenvolvimento sustentável e, por essa via, reduzir as emissões de CO2 à escala global”.

Além disso, diz, “nada obsta a que as verbas do Fundo de Carbono não possam e devam ser também aplicadas em medidas internas que reduzam as emissões, seja em que sector for”.

O ministério responde ainda às críticas da Quercus quando esta diz que as “medidas do PNAC estão muito sobre-estimadas (...) porque não estão a ser implementadas de forma integrada”.

Para o ministério, o PNAC “está robustecido no seu cumprimento pelo dever de cada medida sectorial ser acompanhada por um plano de implementação a cargo do respectivo ministério e pela previsão de medidas de contingência ou novas medidas para o caso de eventuais desvios às metas de redução”.

“Com o PNAC 2006 e com o PNALE II [Plano Nacional de Atribuição de Licenças de Emissão para 2008-2012] Portugal cumprirá os seus compromissos internacionais ao abrigo do Protocolo de Quioto, e que o fará com ganhos de eficiência do sector industrial e sem comprometer o desejado e consensual crescimento e retoma da economia”, conclui o ministério.

O comunicado adianta que os ministérios do Ambiente e da Economia “estão a ultimar a proposta do PLANO II para envio à Comissão Europeia”. A Quercus lembra que o documento já deveria ter sido entregue a Bruxelas a 30 de Junho.

No âmbito do Protocolo de Quioto, cuja meta comunitária prevê uma redução de oito por cento no total de emissões, Portugal poderia aumentar as suas emissões até 27 por cento no primeiro período de cumprimento (2008-2012) face ao ano de 1990. No entanto, em 2004 Portugal estava já 41 por cento acima do nível de emissões de 1990.

in "Público" de 01/09/06
publicado por saqv_ps às 10:43


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