Este Blog pretende ser também um traço de união entre quem sente, interpreta e decide o Ambiente e a Qualidade de Vida.
Quinta-feira, 28 de Dezembro de 2006

ozone2.gifA Ozone Web (Rede Ozono), uma nova ferramenta da Internet lançada hoje em Copenhaga pela Agência Europeia do Ambiente (AEA), oferece aos utilizadores, pela primeira vez, a oportunidade de acompanhar e identificar episódios de ozono troposférico, à escala pan-europeia.

O ozono troposférico constitui um dos maiores problemas de poluição atmosférica na Europa. Mais de 500 estações de monitorização da qualidade do ar enviam dados para a AEA em Copenhaga, de hora a hora, dados estes apresentados em tempo quase-real no novo sítio da Internet.

Quer através da introdução do nome da localidade, quer clicando no mapa da Europa, os utilizadores poderão acompanhar a qualidade do ar à escala local e europeia. O sítio da internet incluirá também informação sobre as consequências para a saúde dos níveis de ozono a que os utilizadores estão expostos.

Na qualidade de projecto europeu conjunto, a Ozone Web reflecte a situação internacional da poluição atmosférica. A poluição é produzida num local, porém poderá causar impacte a centenas de quilómetros de distância. “A página da Internet constitui um exemplo excelente de como a UE poderá criar parcerias com os países membros, de forma a servir e a atribuir poderes aos seus cidadãos,”

Elevadas concentrações de ozono são um risco para a saúde, pois poderão irritar as vias respiratórias, causando dificuldades de respiração e afectando os pulmões, mesmo após poucas horas de exposição. Cerca de 30% da população urbana europeia, encontra-se exposta a níveis de concentração de ozono acima dos valores-limite estabelecidos pela UE. Anualmente, a poluição causada pelo ozono é responsável por 20 000 mortes na Europa.

Na estratosfera - 10 a 50 quilómetros acima da superfície terrestre - a vida na Terra é protegida dos raios ultravioletas pelo ozono. Junto à superfície da Terra, as actividades humanas levaram a que os níveis de concentração do ozono excedessem algumas vezes os níveis normais.

Quando os níveis de ozono e outros poluentes do ar, tal como os óxidos de azoto (NOx) e as partículas, são elevados, podem combinar-se formando um smog prejudicial. Contudo, as maiores concentrações de ozono nem sempre ocorrem nos centros urbanos, onde os poluentes que formam o ozono são normalmente emitidos. Isto deve-se ao facto de a abundância de óxidos de azoto causados pelo tráfego suprimir frequentemente a formação de ozono. Dado que o ozono pode ser diariamente transportado pelo vento a distâncias superiores a 400-500 km, a sua ocorrência poderá efectivamente registar-se em áreas suburbanas e rurais, distantes da origem dos poluentes.

A UE obriga os países a alertarem os cidadãos à escala nacional, sempre que os níveis do ozono atingem determinados níveis. No entanto, a Ozone Web vai ainda mais longe, permitindo monitorizar o ozono em qualquer momento e em qualquer lugar. “Poderá acompanhar os níveis de ozono num país vizinho ou num destino de férias, verificar as tendências mais recentes e identificar a sua propagação pelo vento na Europa”.


Consulte e explore o site aqui...
publicado por saqv_ps às 11:11

Quarta-feira, 27 de Dezembro de 2006

biodiesel.jpgA partir de Janeiro, a Renault vai pôr no mercado dois veículos comerciais ligeiros compatíveis com o biodiesel, o Trafic 2.0 dCi B30 e Master 2.5 dCi B30. A empresa quer que em 2009 todos os motores a diesel à venda na Europa possam funcionar com 30 por cento de biodiesel.

Ambos os modelos podem funcionar com gasóleo ou com uma mistura contendo até 30 por cento de biodiesel (B30), informa o fabricante de automóveis em comunicado.

Estes veículos dirigem-se, particularmente, aos “clientes de frotas interessados em ver reduzidas as emissões de dióxido de carbono dos seus veículos”.

O Trafic 2.0 dCi B30 e o Master 2.5 dCi B30 são as primeiras implementações no âmbito do plano Renault Contrato 2009 para os biocombustíveis.

Segundo a Renault, “a redução de dióxido de carbono de um motor que utilize uma taxa de 30 por cento de biodiesel, comparativamente a um motor a diesel, pode chegar a cerca de 20 por cento, conforme a fonte vegetal utilizada”.

O plano da Renault prevê ainda a comercialização, a partir de 2008, de um milhão de veículos com emissões inferiores a 140 g/km de dióxido de carbono, dos quais um terço com emissões inferiores a 120 g/km.

O biodiesel obtém-se a partir de plantas oleaginosas - principalmente a colza e o girassol, na Europa, e ainda a soja ou a palma, nas outras regiões do mundo – e da reacção com o metanol.

No âmbito de uma parceria com a Nissan, a empresa está a estudar “uma solução de mobilidade baseada na energia eléctrica” e a “desenvolver um trabalho que visa chegar ao aperfeiçoamento de uma pilha de combustível” e de veículos híbridos.
publicado por saqv_ps às 11:25

Sexta-feira, 22 de Dezembro de 2006

2e11.jpgFeliz Natal e um Ano

de 2007 em Ambiente

de Qualidade e Paz.


São os Votos da

Secção de Ambiente e

Qualidade de Vida

para todos os

militantes,

colaboradores

e leitores!


A. Macieira Antunes
publicado por saqv_ps às 12:25

Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2006

tour_destaque_biocom.jpgO Governo vai isentar 205 mil toneladas de biocombustíveis do pagamento do imposto sobre produtos petrolíferos (ISP) no próximo ano.

A portaria, publicada em Diário da República de 12 e Dezembro passado, divide o período de concessão de isenção de ISP —que decorre até 2010 — em duas fases, uma vez que na primeira ainda não é possível o contributo da agricultura nacional.

A primeira fase decorre até ao final de 2007 e terá como quantidade máxima global de combustível a isentar 205 mil toneladas, a que acresce a quantidade destinada exclusivamente aos pequenos produtores dedicados.

A segunda fase decorre entre Janeiro de 2008 e 31 de Dezembro de 2010, prevendo-se que a recepção de pedidos decorra no segundo semestre de 2007.

O objectivo do Governo para a segunda fase é potenciar a contribuição das matérias-primas resultantes da produção agrícola nacional no sentido de desenvolver uma fileira de biocombustíveis no país.

O Governo privilegia para os critérios de elegibilidade a armazenagem em território nacional de matérias-primas ou de biocombustíveis; a apresentação de um sistema de controlo da qualidade; o facto de os biocombustíveis serem destinados em exclusivo ao consumo; e, em caso de serem produzidos em território nacional, terem licença de actividade.

A quantidade máxima de biocombustíveis passível de isenção de ISP por operador económico é de cem mil toneladas.

O valor da isenção parcial foi fixado entre um limite mínimo de 280 euros e um máximo de 300 euros por cada mil litros de biocombustível.

O decreto-lei estabelece que a isenção é concedida aos operadores económicos por um período máximo de seis anos.
publicado por saqv_ps às 09:21

Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2006

agua091106.jpgCada pessoa com acesso a água da rede pública em Portugal consome, em média, pelo menos 154 litros de água por dia, revela um estudo de dois professores universitários apresentado hoje em Lisboa.

O inquérito foi realizado pelos docentes do Instituto Superior Técnico Rui Cunha Marques e João de Quinhones Levy e editado pela Associação das Empresas Portuguesas para o Sector do Ambiente.

Se as contas forem feitas de acordo com toda a água produzida e lançada nas redes de distribuição, o valor por pessoa dispara para 560 litros diários por pessoa, mas este número inclui todo o tipo de consumos e não apenas o doméstico.

Por distritos, o maior consumo per capita ocorre no Porto (730 litros habitante/dia), enquanto o mais reduzido se regista em Portalegre (310).

Se for descontado o valor das perdas, o consumo médio - dividindo a água que chega ao destino pela população abastecida - desce para 360 litros por pessoa.

Produzidos 950 hectómetros cúbicos de água para consumo em 2005

No total, o volume de água para consumo produzido em Portugal atingiu os 950 hectómetros cúbicos no ano passado, mas dos quais apenas 600 foram facturados, o que revela que 36 por cento da produção não foi paga. Esta percentagem inclui as perdas e os fornecimentos gratuitos.

Em comparação, quando a barragem do Alqueva estiver à cota máxima, formando o maior lago artificial da Europa, a sua capacidade de 1450 hectómetros cúbicos daria para satisfazer as necessidades do país durante quatro anos e quatro meses.

O estudo refere ainda que no final de 2005 estavam instalados no país cerca de 4,9 milhões de contadores, 89 por cento dos quais domésticos, sete por cento industriais e quatro por cento nas restantes categorias.
publicado por saqv_ps às 10:30

Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2006

1700627-Travel_Picture-Costa_de_Caparica.jpgCosta da Caparica: segunda fase de recuperação das praias do Norte a partir de Março

A segunda fase de recuperação das praias do Norte na Costa da Caparica, que ficaram danificadas depois dos temporais da semana passada, inicia-se em Março do próximo ano, anunciou hoje o ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia, durante uma visita ao local.

Francisco Nunes Correia afirmou que "na Primavera do próximo ano" arrancarão obras de reposição de areia nas praias, um trabalho orçado em 15 milhões de euros e que vem no seguimento do final da recuperação dos esporões das praias do Sul.

A obra já está aprovada e poderá iniciar-se a partir de Janeiro, mas o ministro declarou que o início dos trabalhos deverá ocorrer na Primavera, uma altura em que o tempo e as marés afectarão menos as obras desenvolvidas.

O ministro do Ambiente deslocou-se hoje à Costa da Caparica, onde fez um balanço da "intervenção de emergência" que começou ontem, depois de o avanço do mar ter destruído 16 metros do cordão dunar situado em frente ao parque de campismo do Inatel.

Nunes Correia declarou que, de momento, "não é possível fazer mais" para resolver o problema de avanço do mar, que se tem agravado nos últimos anos, e considerou que se deve "dar flexibilidade ao próprio litoral para se conjugar com os efeitos da natureza".

O governante disse também que numa zona como a Costa da Caparica, que, por tendência, está ameaçada todos os anos, "uma pequena ruptura pontual não é muito grave".

No entanto, a situação de avanço do mar que se fez sentir entre a passada quinta-feira e anteontem e que destruiu 16 metros de dunas no início das praias do Norte levou a uma "intervenção de emergência" que deverá estar concluída na próxima quinta-feira, dia em que se aguardam grandes marés e em que se prevê o regresso do mau tempo.

Francisco Nunes Correia referiu ainda que o custo total desta obra de emergência ainda não está calculado, mas disse que "esta aparentemente ligeira intervenção custará muitos milhões de euros".

img_menu3.jpgO ministro alertou, por isso, para a necessidade de "dosear medidas em função dos valores a proteger", visto que esta não é uma zona habitacional.

O presidente do Instituto Nacional da Água (INAG), Orlando Borges, disse à Lusa que o dia de quinta-feira será fulcral para se perceber se a intervenção realizada é suficiente para aguentar até ao fim do Inverno, ou se, pelo contrário, deverá ser feito um novo reforço.

Além da previsão de marés grandes para quinta-feira, Orlando Borges alertou ainda para o mau tempo que se deverá fazer sentir a partir de dia 21 e que será mais uma "prova de fogo" para o êxito ou não desta reposição de areia.

As obras de reposição do cordão dunar decorrem desde ontem à tarde e nos intervalos das marés-cheias, visto que a areia está a ser retirada das praias para ser colocada na zona das dunas.

Para o presidente da Junta de Freguesia da Costa da Caparica, António Neves, a situação parece confusa, visto que a próxima fase de obras prevê precisamente a colocação de areia nas praias.

Questionado sobre esta intervenção aparentemente contraditória, Orlando Borges considerou esta medida "perfeitamente normal e sem problema nenhum", visto que "a areia da praia será rapidamente reposta".

A governadora civil de Setúbal, Teresa Almeida, mostrou-se satisfeita com as medidas apresentadas pelo Governo e declarou estar a colaborar com o Ministério do Ambiente "no sentido de resolver este problema".

(in Público )
publicado por saqv_ps às 17:14

Quinta-feira, 07 de Dezembro de 2006

algodao_box_01.jpgCientistas encontraram uma forma de tornar o algodoeiro - de há muito uma fonte de fibra para vestimentos porém tóxica para alimentação humana – capaz de alimentar, potencialmente, 500 milhões de pessoas por ano.

Keerti Rathore, biólogo da universidade texana de biotecnologia A&M, e os seus colegas afirmaram na segunda-feira que tinham geneticamente alterado a planta para reduzir os níveis de gossypol – um químico tóxico – na semente do algodoeiro, tornando-a apropriada para consumo humano.

“De facto até sabe bastante bem. É uma semente saborosa” afirmou Rathore que admitiu também não a ter provado até, por várias vezes, lhe terem perguntado pelo sabor, dias antes da notícia ser publicada no jornal “Proceedings” da Academia Nacional das Ciências.

Esta equipa baseou as suas investigações na técnica utilizada na luta contra o cancro e a sida – RNAi ou interferência tecnológica RNA, que permite “silenciar” um gene – para anularem a quantidade de glossypol na semente do algodoeiro. Esta técnica deu este ano o Prémio Nobel aos norte-americanos Fire e Mello.

“A nova semente pode ser transformada em farinha e originar pão ou outros alimentos”. A semente do algodoeiro é um alimento com elevada quantidade de proteína, capaz de fazer face à fome no mundo, enquadrando-se bem nos critérios definidos pela Organização Mundial de Saúde.

Os investigadores actuaram apenas na semente deixando o glossypol intacto no resto da planta, uma vez que esta toxina a mantém a salvo de insectos e doenças.

“Potencialmente, se toda a semente de algodoeiro hoje produzida pudesse ser utilizada directamente na alimentação humana directamente, poderia satisfazer as necessidades de proteínas de 500 milhões de pessoas numa base anual. Por cada Kg de fibra de algodão, a planta produz 3,2 Kg de semente”, disse Rathore.

Cerca de 44 milhões de toneladas de semente de algodão são produzidas anualmente no mundo, principalmente em países em vias de desenvolvimento, contendo 21% de óleo vegetal e 23% de proteínas.
publicado por saqv_ps às 01:06

Segunda-feira, 04 de Dezembro de 2006

iter_maquete_dr.jpgA União Europeia juntamente com mais seis países (Estados Unidos, Japão, Rússia, China, Coreia e India) assinaram em Paris, no passado dia 21 de Novembro, um acordo sobre a construção do ITER (Reactor Termonuclear Experimental Internacional, na sigla inglesa). O ITER constitui um dos projectos científicos mais ambiciosos da História. Ele prevê, a um custo projectado de 10 mil milhões de euros, a construção de uma central nuclear de fusão, por enquanto experimental, que deverá revolucionar a produção de energia mundial na segunda metade deste século.

"É a vitória do interesse geral da Humanidade", disse o presidente da França, Jacques Chirac, na cerimónia de assinatura. "Estendemos a mão às gerações futuras, em nome da solidariedade e da responsabilidade", acrescentou o líder francês.

O Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, salientou por seu turno que se trata "de uma aventura a todos os títulos excepcional". Barroso mencionou as vantagens que este projecto tem para os europeus, nomeadamente reduzindo a longo prazo as fortes dependências energéticas da UE e eventualmente ajudando a resolver o grave problema do aquecimento global.

A localização tinha sido decidida em meados de 2005, após anos de negociação deste projecto internacional. O reactor experimental ficará em Caradache, a 60 quilómetros da cidade francesa de Marselha, num local onde a França instalou no passado outros laboratórios de investigação nuclear.

O ITER é uma máquina de grande complexidade. Quando estiver desenvolvida a tecnologia, será possível produzir grandes quantidades de energia, usando combustíveis que se encontram na natureza em quantidades praticamente ilimitadas, nomeadamente deutério, que existe na água numa proporção de 40 miligramas por litro. Esta produção de energia seria "limpa", ou seja, com escassos resíduos perigosos, e não terá impactos negativos, tais como os indesejáveis gases de efeito de estufa das fontes energéticas actualmente mais usadas.

Esta fase inicial levará uma década a concluir, começando a exploração do ITER apenas em 2018. Só em 2030 será construído um "demonstrador industrial", ou seja, um reactor capaz de comprovar a viabilidade económica e tecnológica do projecto. E apenas em 2050 começará a ser produzida mais electricidade do que a que será consumida nas experiências.

Neste momento ainda existem algumas incógnitas tecnológicas e científicas que necessitam de aprofundamento durante a fase inicial. Para obter o estado de plasma da matéria susceptível de produzir as reacções de fusão será preciso obter temperaturas de 100 milhões de graus centígrados. Além disso, é mal conhecido este estado de plasma. A máquina em si baseia-se num desenho russo, denominado Tokamak, que inclui uma câmara de vácuo onde corre um poderoso campo magnético.

In DN.

Se quer saber mais sobre este projecto Europeu, veja aqui...
publicado por saqv_ps às 09:41


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