Este Blog pretende ser também um traço de união entre quem sente, interpreta e decide o Ambiente e a Qualidade de Vida.
Segunda-feira, 30 de Julho de 2007

central1.jpgA Central de Ciclo Combinado (CCC) que a Galp Power tenciona implantar em Sines deverá ser construída em São Torpes, junto à EDP, a um quilómetro da costa, decisão com que a Câmara Municipal já se congratulou.

O município acolheu uma reunião técnica promovida pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), no âmbito da consulta pública do processo de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA), que decorre até 14 de Agosto, onde foi apresentado o projecto com a nova localização.

O segundo projecto da Galp Power, do grupo Galp Energia, aponta para uma localização no lote D6 da Zona Industrial e Ligeira de Sines (ZILS), numa área de 5,4 hectares, em terrenos da Apiparques, a um quilómetro da costa atlântica e a cinco da cidade.

Localização inicial tinha sido chumbada por todos

A localização inicialmente apresentada pela Galp Power para a construção da Central, na zona portuária da cidade, foi chumbada pelo Ministério do Ambiente em Março, com o acordo da autarquia.

Na Declaração de Impacte Ambiental (DIA) à execução do projecto da Central de Ciclo Combinado da Galp Power, datada de 19 de Março, o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, deu parecer desfavorável à localização do projecto.

Esta posição foi ao encontro da posição adoptada pela autarquia, que se opunha à localização pretendida pela Galp, alegando que aquela zona ficava junto à malha urbana e era uma área de crescimento natural da cidade que fica fora das zonas designadas para o efeito pelo Plano Director Municipal (PDM).

O presidente da autarquia rejeitou “por completo” a primeira localização, alegando tratar-se de um “atropelo grosseiro” ao planeamento e ordenamento do território municipal aprovado em Conselho de Ministros, e que punha “em risco o bem-estar da cidade e da sua população”.

Ideia inicial punha em causa o PDM

Na DIA, o Ministério do Ambiente referiu que a única localização considerada pelo projecto insere-se numa área classificada como “Área Portuária”, sendo que a Central de Ciclo Combinado é uma unidade industrial destinada à produção de energia eléctrica sem relação funcional com a actividade portuária.

O Governo considerou ainda que a localização do projecto contrariava o PDM de Sines, que determina que as indústrias pesadas e de grandes dimensões não devem instalar-se junto a zonas habitacionais, como seria o caso.

Além do município de Sines, também a associação ambientalista Quercus tinha contestado o facto de o EIA – que antecede a DIA – apenas ter analisado uma localização para a Central de Ciclo Combinado, ameaçando apresentar uma denúncia na Comissão Europeia.

A Central de Ciclo Combinado de Sines utilizará como combustível o gás natural para a produção de energia eléctrica, através de dois grupos, cada um com uma potência de 400 MWe.

A entrada em funcionamento do primeiro grupo está prevista para o último trimestre de 2009.

Lusa

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publicado por saqv_ps às 08:12

Sexta-feira, 27 de Julho de 2007

vento.jpgPortugal é dos países da União Europeia onde menos se utiliza a bicicleta como principal meio de transporte, com apenas um por cento dos portugueses a pedalar no dia-a-dia, revela um inquérito do Eurobarómetro sobre mobilidade divulgado hoje pela Comissão Europeia.

Portugal é o terceiro Estado-membro da UE onde menos se utiliza a bicicleta, eleita como o principal meio de transporte para as actividades diárias por 8,7 por cento dos europeus.

A Holanda é o país onde a bicicleta é mais popular, com 40 por cento de ciclistas, seguida da Dinamarca (23,4 por cento), enquanto no extremo oposto apenas luxemburgueses (0,6 por cento) e malteses (0,8) recorrem menos às biciletas do que os portugueses.

O automóvel é o meio de transporte preferido dos portugueses (56,3 por cento, acima da média comunitária de 51,4 por cento), seguido dos transportes públicos, utilizados por um quarto dos inquiridos (25,2 por cento), e pela marcha, já que 14,8 por cento respondem que caminham nas actividades do dia-a-dia, surgindo a moto quase a par da bicicleta (1,1 por cento).

Transportes públicos para melhorar trânsito nas cidades

Questionados sobre as medidas que poderiam melhorar a situação do trânsito na cidade onde vivem, a maioria dos portugueses inquiridos — 59,7 por cento, o segundo valor mais elevado da UE a 27 — aponta a necessidade de melhores transportes públicos.

Para 40 por cento dos portugueses, a medida mais adequada para melhorar os transportes públicos, de modo a desencorajar a utilização do automóvel, é torná-los mais regulares e pontuais, enquanto 21,1 por cento reclamam melhores ligações para os destinos habituais.

O inquérito foi realizado entre Maio e Julho, tendo em Portugal sido inquiridas mil pessoas pela Consulmark.

Lusa
publicado por saqv_ps às 08:26

Quarta-feira, 25 de Julho de 2007

9b7aa1a08fb84aff87b55eb666e34c56.jpgViajar na Europa é o sítio Web oficial da União Europeia para quem viaja nos 27 países da União Europeia. Quer esteja de férias ou viaje em trabalho, poderá encontrar nestas páginas conselhos práticos e sugestões úteis sobre vários aspectos da sua viagem, desde os documentos necessários até ao acesso a cuidados médicos e à utilização do telemóvel.

Os viajantes têm sempre muito para ver e descobrir e, graças à União Europeia, hoje em dia é muito mais fácil fazê-lo. Dentro da União Europeia, atravessam-se muitas fronteiras sem se ser sujeito a qualquer tipo de controlo e, com o euro, é mais fácil fazer boas compras. Portanto, aproveite e explore tudo o que há para descobrir.


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publicado por saqv_ps às 08:37

Segunda-feira, 23 de Julho de 2007

texteis_china.jpgA poluição do ar, água e solos na China é um foco de doenças, provoca tumultos sociais e diminui o crescimento económico, para além de prejudicar a imagem do país enquanto exportador, disseram responsáveis da OCDE.

Um estudo de 18 meses sobre a situação ambiental na China concluiu que a poluição está a provocar «danos significantes na saúde humana» que terão impacto nos resultados económicos do país, segundo Mario Amano, vice-secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Lorents Lorentsen, director ambiental da organização com sede em Paris, referiu que a poluição diminuiu a produtividade, agravou os custos com cuidados médicos e provocou agitação social no país asiático.

«Se houver um grave poluição do ar, solo e água, a saúde das pessoas é afectada, o que significa que poderão ficar doentes, assim como as crianças», disse Lorents durante a apresentação do relatório em Pequim.

«O impacto na produtividade, os custos de saúde e os tumultos sociais não são bons para a economia», acrescentou.

O documento da OCDE cita ainda um relatório do Banco Mundial dizendo que em 2020 a poluição causará 600 mil mortes prematuras nas zonas urbanas da China e provocará problemas de respiração a 20 milhões de pessoas por ano.

Segundo os cálculos do Banco Mundial, que Pequim contesta, 190 milhões de pessoas estão doentes e mais de 30 mil crianças morrem por ano devido a diarreias provocadas pela poluição da água.

O custo total na saúde humana, diz ainda o relatório, será equivalente a 13% do Produto Interno Bruto do país.

As contas do governo chinês referentes a 2004, as últimas divulgadas, dizem que a poluição retirou ao país 511,8 mil milhões de renminbi (50 mil milhões de euros) em perdas económicas, três por cento do total.

Para a OCDE, o cenário ambiental da China ameaça também a imagem do país enquanto exportador, sendo que em Junho os Estados Unidos impuseram mesmo restrições às importações chinesas de marisco.

«Se o país tiver reputação de poluidor, então terá uma má imagem no exterior. É muito difícil um país poluído vender fármacos e produtos alimentares», disse Lorensten.

A OCDE aconselhou ainda Pequim a ser mais transparente sobre os impactos da poluição na saúde e a promover maior democracia ambiental e a participação da sociedade civil através da acção de Organizações Não-Governamentais, por exemplo.

As falhas ao nível da eficiência e a pouca informação disponível «limitam a capacidade de prevenção e acção das autoridades e cidadãos chineses», diz o relatório.

No início de Julho, o jornal britânico Financial Times noticiou pressões do governo chinês sobre o Banco Mundial para eliminar parte de um relatório que mostrava que 750 mil chineses morrem prematuramente todos os anos devido à poluição.

A pressão chinesa levou à eliminação de um terço da investigação, intitulada «Custos da Poluição na China», com Pequim a argumentar que o conteúdo poderia provocar em agitação social.

Os conselheiros da equipa de investigação disseram ao jornal londrino que a China censurou ainda um mapa detalhado que mostrava as cidades com maior incidência de casos mortais.

Lusa
publicado por saqv_ps às 08:02

Quinta-feira, 19 de Julho de 2007

22255888.jpgMais de 6,4 milhões de toneladas de lixo, das quais 60 a 80% de plásticos, acabam no mar anualmente, segundo um relatório divulgado pela organização ambientalista Greenpeace no âmbito da campanha «Recuperemos o Mediterrâneo».

O estudo indica que 70% do lixo mundial encontra-se no fundo do mar, ameaçando várias espécies entre as quais tartarugas, cetáceos e focas.

«Estamos a afogar o mar em plásticos», declarou Mario Rodriguez, director de campanhas da Greenpeace em Espanha, que apresentou o relatório hoje em Barcelona, a bordo do Rainbow Warrior, citado pelo jornal El Mundo.

Ainda que tenham aumentado os gastos com a limpeza de praias e fundo do mar, o lixo continua a voltar insistentemente.

Dados da campanha 2006/2007 do programa Coastwatch Portugal revelaram que a presença de lixo, sobretudo garrafas e sacos de plástico, continua a ser problemática nas praias portuguesas, tendo sido contabilizados mais de 100 mil resíduos em 350 quilómetros de costa.

O Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA) estimava, em 2005, que existiam cerca de 13.000 fragmentos de plásticos por quilómetro quadrado nos oceanos.

O Mar Mediterrâneo Norocidental (zonas próximas das costas de Espanha, França e Itália) é a zona do planeta com mais detritos no fundo do mar: 1.935 unidades por quilómetro quadrado.

O Mar do Caraíbas, a costa indonésia, o Mar Celta (Irlanda), o Mar do Norte, o Golfo de Leão e o Golfo da Biscaia são outras zonas com grande acumulação de lixo.

Os impactos sobre as espécies marinhas são diversos e vão desde o aprisionamento de animais como tartarugas, focas e cetáceos nas redes de pesca, ingestão de plásticos ou introdução de espécies invasoras.

A bibliografia regista 267 espécies marinhas diferentes afectadas pelos plásticos, algumas das quais em perigo de extinção.

Por exemplo, um estudo realizado no Mediterrâneo espanhol demonstrou que 75% dos exemplares de tartaruga-boba (Caretta caretta) tinham ingerido plásticos. A ingestão destes detritos pode bloquear o tracto digestivo e impedir que os animais se alimentem correctamente até provocar a sua morte.

Cerca de 80% deste lixo tem origem em terra, através das redes de saneamento, actividades industriais e turismo costeiro.

Embalagens de comida e bebida, cigarros, brinquedos de praia, preservativos, seringas, redes e linhas de pesca, ou sacos de plástico são alguns dos resíduos que se encontram um pouco por todo o lado, refere o estudo da Greenpeace.

Diário Digital / Lusa
publicado por saqv_ps às 08:03

Quarta-feira, 18 de Julho de 2007

NC.jpgNunes Correia disse à Lusa que o Governo já chumbou a pretensão de mais de 20 projectos em se tornarem Projectos de Interesse Nacional (PIN) porque não se conformavam com as exigências ambientais ou de gestão do território e rejeitou as críticas de permissividade feitas por alguns ambientalistas.

Nunes Correia considerou "estranhas" as críticas de algumas associações ambientalistas à alegada permissividade legal para com os PIN.

Ao contrário de serem um obstáculo à prossecução de uma política ambiental firme, os PIN "têm dado um sentido e um grande conteúdo ao ambiente", além de obrigarem a “administração a resolver rapidamente, em poucas semanas, o que em alguns casos chega a levar 15 anos".

O ministro, respondeu assim aos ambientalistas que criticaram alguns projectos prioritários desenvolvidos em áreas especiais de protecção ambiental. Nunes Correia garantiu que, em muitos casos, essa coincidência espacial "não chega a um por cento". "Mesmo assim, quando isso acontece, essa zona é acompanhada com medidas de compensação e mitigação extremamente exigentes", asseverou.

Sobre a construção de empreendimentos PIN em zonas de reserva agrícola ou ecológica, Nunes Correia sustentou que "o que faz a diferença não é o facto de estarem nessa zona mas a zona de reserva obriga a olhar para o projecto de uma forma especial".
publicado por saqv_ps às 08:39

Segunda-feira, 16 de Julho de 2007

water.jpgSão cerca de 30 milhões de garrafas de plástico que acabam todos os dias na lixeira. Um problema ambiental que pode diminuir se os nova-iorquinos beberem mais água da torneira.

Ao longo deste mês, os habitantes e turistas da cidade de Nova Iorque vão ser bombardeados com anúncios a convidá-los a trocar a compra de garrafas de água pelo consumo de água da torneira. Não para promover o uso daquele recurso em vésperas de um aumento de 11,5 por cento do preço do fornecimento público, mas alegando razões ecológicas: com quatro em cada cinco garrafas de água a terminarem o seu ciclo de vida nas lixeiras da cidade, as autoridades pretendem diminuir os desperdícios e assim reduzir a sua parcela na emissão dos gases com efeito de estufa que contribuem para o aquecimento global.

Nos metros e autocarros, nos quiosques, multibancos, na rádio e televisão, os nova-iorquinos e seus visitantes são incentivados a matar a sede e "encher o copo" directamente da torneira. "Get your fill" é o nome da campanha de promoção da água canalizada, orçada em 700 mil dólares. "Aquilo é um copo de água? Pensava que era um cocktail!", reagiu Heather Huber, uma moradora de Brooklyn, da primeira vez que viu a fotografia de um copo repleto de gelo, enfeitado com um limão. "Mas que ideia tão bizarra!", comentou ao jornal nova-iorquino Daily News.

"Ao beber um copo de água da torneira, os nova-iorquinos estão a reduzir o desperdício de plástico, a combater a obesidade e a poupar dinheiro", sublinhou o mayor Michael Bloomberg na apresentação da campanha. Nesta altura do ano, com o calor a dificultar a circulação, moradores e turistas trocam notas de um dólar por garrafas de água fresca em cada esquina. Esse plástico acaba invariavelmente no caixote do lixo - são cerca de 30 milhões de garrafas por dia, provocando uma pressão acrescida sobre as lixeiras da cidade, já de dimensão épica.

Beber água da torneira, transportar a sua própria água em garrafas reutilizáveis e reciclar os desperdícios são algumas das dicas que a cidade quer transmitir aos seus residentes para resolver um problema ambiental que se tem agudizado nos últimos tempos. De acordo com os registos oficiais, os nova-iorquinos têm vindo a consumir cada vez menos água canalizada: de 760 litros por dia em 1990, o gasto per capita caiu para 400 litros por dia em 2006.

A imigração explicará, em parte, a redução do consumo. Como notava o responsável pela saúde pública de Nova Iorque, muitas comunidades imigrantes são provenientes de países onde o consumo de água da torneira é interdito. "Estas pessoas que nunca puderam beber água da torneira não estão devidamente sensibilizadas para a qualidade da água canalizada da nossa cidade", explica. Nova Iorque é uma das cinco cidades americanas que goza de uma excepção federal à obrigatoriedade de filtrar a água para consumo público, por causa da frescura e qualidade das suas fontes de abastecimento.

CompleteBottleSamples.jpgSegundo o departamento ambiental de Nova Iorque (e também para várias organizações independentes), não há nenhuma garantia que a água engarrafada seja mais segura do que a água da torneira. A supervisão dos sistemas de abastecimento de água está a cargo da Agência de Protecção Ambiental (EPA, na sigla em inglês), que tem critérios de qualidade muito rigorosos e controlos periódicos. A regulação da água comercializada em garrafas, contudo, cai na esfera da Food and Drug Administration, que sem meios próprios deixa a inspecção a cargo da indústria. As suas regras também são menos rígidas, permitindo, por exemplo, que a água seja recolhida na proximidade de unidades industriais ou aterros sanitários.

O Sierra Club, uma das maiores organizações de defesa do ambiente dos Estados Unidos, não podia estar mais satisfeito com a iniciativa da cidade de Nova Iorque. Há anos que o clube tem vindo a desenvolver a sua própria campanha a favor do consumo de água da torneira. "Todos os anos, são usados mais de quatro mil milhões de litros de petróleo para fabricar garrafas de água de plástico. Só nos Estados Unidos, gastam-se 1,5 milhões de barris. O mercado global de água engarrafada produz, anualmente, cerca de 1,5 milhões de toneladas de plástico, um processo que liberta para o ambiente vários materiais tóxicos como o níquel ou o benzeno", diz Ruth Caplan, especialista em água naquela associação.

Segundo as contas do Sierra Club, os argumentos evocados por Michael Bloomberg vão directos ao assunto. Numa análise comparada, a associação nota que o consumidor paga cerca de 0,0015 dólares por cada galão (3,78 litros) de água da torneira. Se filtrar a sua água canalizada, gasta 0,13 dólares pelo mesmo galão. Mas se comprar água engarrafada, o custo do galão dispara para 1,27 dólares.

"Os gigantes multinacionais como a Nestlé, a Coca-Cola ou a Pepsi fazem fortunas com a água. Nos Estados Unidos, um golo de água engarrafada custa em média mil vezes mais do que um golo de água da torneira", refere. Além de que, em muitos casos, o líquido que os consumidores bebem sob marcas como a Dasani ou Aquafina é a mesma água da torneira dos estados de Nova Iorque ou da Florida, com um tratamento adicional para alterar o sabor.

bottles2.jpgAlém da questão ambiental, as autoridades em Nova Iorque têm insistido na mensagem de que a opção pela água da torneira é a mais saudável. "Se conseguirmos levar as pessoas a beber uns quantos mais copos de água e uns quantos copos menos de refrigerantes e outras bebidas açucaradas, poderemos obter resultados significativos no tratamento da maior ameaça à saúde pública nos dias de hoje: a obesidade", frisou Bloomberg.

Só a organização que representa os engarrafadores de água, a Bottled Water Association, claro que não está muito satisfeita com a campanha em curso em Nova Iorque - ou noutras cidades americanas, como por exemplo Salt Lake City, onde em qualquer evento público só está disponível água da torneira, ou São Francisco, cujo mayor decretou o fim da venda de garrafas de água em todos os edifícios municipais.

"É profundamente injusto que esta indústria seja escolhida para alimentar um debate repleto de preconceitos e desinformação. A indústria da água engarrafada está profundamente regulada em termos de qualidade e o sector tem investido milhões de dólares para continuamente melhorar a sua qualidade e sabor. As garrafas de plástico são as embalagens mais recicladas no país, e as empresas de água lideram na diminuição do plástico utilizado e na eficiência energética dos seus processos produtivos", respondeu a associação.
publicado por saqv_ps às 08:37

Sexta-feira, 13 de Julho de 2007

thumbsf.jpgUma fuga na fábrica da Amoníaco de Portugal, propriedade do grupo CUF e instalada no Lavradio, Barreiro, levou a que os níveis de dióxido de enxofre previstos por lei (500 microgramas por metro cúbico) tenham sido mais do que triplicados. Registaram-se valores ligeiramente superiores a 1500 microgramas por metro cúbico.

As medições feitas na noite de segunda-feira por técnicos do Ministério do Ambiente detectaram concentrações máximas de 1545 miligramas por metro cúbico, valores que levaram ao encerramento temporário da unidade de produção de amoníaco, até que sejam novamente assegurados os limites legais.

Habitantes do Lavradio – existe um bairro residencial a metros da fábrica da Amoníaco de Portugal – garantem que “há mais de três meses” que alertam as autoridades ambientais para uma situação potencialmente perigosa para a sua saúde. Segundo um grupo de residentes que na semana passada iniciou um abaixo-assinado, a fuga do dióxido de enxofre já era esperada.

“Para nós, o melhor medidor são as gargantas inflamadas, os olhos vermelhos, a comichão no corpo dos trabalhadores, a roupa manchada nos estendais ou os carros deteriorados”, explicou ao CM Hugo Abade, membro do grupo que garante já ter recolhido mais de 2200 assinaturas.

“O povo sabe que há grandes descargas poluentes com frequência. Há anos que isto é assim, mas ninguém reclama”, lamenta Francisco Grave, reformado e residente na área. Ulisses Reis, outro vizinho da fábrica e reformado da Estação Termoeléctrica da EDP, que fica quase em frente à AP, reclama: “O problema é deixarem sair certas coisas para o ar, como o amoníaco. Às vezes o cheiro é insuportável e nós vimo-nos atrapalhados para respirar. É complicado.”

Já Rui Amaral, trabalhador da empresa há 30 anos, sendo actualmente encarregado de instrumentos, diz-se revoltado, mas contra os promotores do abaixo-assinado.

“Isto é uma fábrica, é natural que se faça alguma poluição e não prejudica ninguém”, protesta. “A intenção do abaixo-assinado é encerrar a fábrica. Mas esquecem-se de que os trabalhadores vão para o desemprego”.

"É PRECISO CONCILIAR SAÚDE E TRABALHO"

O presidente da Câmara do Barreiro, Carlos Humberto, e o vereador do Ambiente, Bruno Vitorino, disseram ao CM que “é preciso e possível conciliar a qualidade de vida e saúde pública dos moradores com os postos de trabalho e progresso económico da freguesia e concelho”.

Confrontado quanto aos valores de poluição registados e os riscos de um acidente mais grave, dada a perigosidade dos produtos em causa, Carlos Humberto diz que “todas as empresas têm planos de emergência” e que a autarquia os conhece, podendo coordenar-se com outras entidades, incluindo os bombeiros.

Quanto ao licenciamento de habitações ou zonas comerciais, o presidente e o vereador coincidem no argumento de que “o Barreiro não pode parar” só porque existem as fábricas, licenciadas num tempo em que as exigências legais e ambientais eram muito diferentes.

Representantes da autarquia, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT) e da AP – Amoníaco de Portugal reuniram-se nas instalações da empresa. Em cima da mesa esteve o possível recomeço de laboração. Fonte da CCDRLVT garantiu ao CM que isso só será possível “depois de a empresa apresentar um plano para resolver as anomalias técnicas”.

Fonte da empresa disse ao CM que “as medidas correctivas estão a ser implementadas” e que “a questão do plano nem sequer se coloca”. Salvaguardando não poder “falar em prazos” quando o reinicio da laboração “não depende da empresa”, a mesma fonte garante que “a anomalia já foi detectada num dos ‘by-pass’ do interior das filtragens”.

EMPRESA RECONHECE "ANOMALIA"

A administração da AP fez saber, em comunicado, que aquilo que esteve em causa foi uma “anomalia” na unidade de recuperação de enxofre e que está em curso a regularização da mesma. O comunicado garante ainda que os níveis agora verificados nunca tinham sido registados “ao longo de mais de 25 anos de actividade” da fábrica.

“Ficámos surpreendidos. Nunca esperámos uma coisa destas. Em 27 anos de trabalho não me recordo de algo assim”, comentou ao CM Esmeralda Rodrigues, administrativa na AP. Além de amoníaco, a AP produz ureia e é a única no País a produzir AdPlus, um aditivo para veículos pesados que permite a redução de gases com efeito de estufa e que, a partir de 2008, será obrigatório em todo o espaço europeu.

A Fábrica de Amoníaco do Lavradio emprega 250 trabalhadores e nos últimos cinco anos investiu cerca de 20 milhões de euros.

in CM
publicado por saqv_ps às 08:49

Quarta-feira, 11 de Julho de 2007

clima.jpgAs inundações no Paquistão e a onda de calor que afligiu a Grécia podem ser o prenúncio de problemas muito maiores provocados pelo aquecimento global.

«2007 parece que vai ser o segundo ano mais quente de sempre, logo depois de 1998», afirmou Phil Jones, chefe da Unidade de Pesquisa Climática da Universidade de East Anglia (Grã-Bretanha), que fornece dados para a Organização Meteorológica Internacional (OMI), da ONU.

«E a diferença de 1998 não é assim tão grande. Pode mudar, mas no momento parece improvável», continuou o especialista, que fez a previsão com base nos registos de temperatura colectados até ao fim de Abril deste ano.

Jones previra no final do ano passado que 2007 poderia superar 1998 como o ano mais quente já registado, em muito graças à combinação dos gases do efeito estufa com o El Niño, fenómeno natural causado pelo aquecimento das águas superficiais do oceano Pacífico.

Quase todos os climatologistas apontam para uma tendência com mais secas, inundações, ondas de calor e tempestades. Mas dizem que, isoladamente, esses factos não são necessariamente reflexo do aquecimento - os especialistas indicam que clima é mesmo caótico.

Os dez anos mais quentes no último século e meio foram todos registados de 1990 para cá. O ano de 2006 foi o sexto mais quente, segundo a OMI. A Nasa, que usa dados ligeiramente diferentes, coloca 2005 como o mais quente, à frente de 1998.

Entre os fenômenos mais devastadores, mais de 500 pessoas morreram em tempestades e inundações no Paquistão, no Afeganistão e na Índia há semanas.

Na Grécia, as temperaturas atingiram 46 graus Celsius, como parte da onda de calor que atinge o sul da Europa. Algumas regiões da China também tiveram calor excepcional nos últimos dias.

Neste ano, uma comissão da ONU que reúne o trabalho de 2.500 cientistas disse que «muito provavelmente» as actividades humanas ligadas ao uso de combustíveis fósseis são a principal causa do aquecimento no último meio século.

A «melhor estimativa» da comissão é de que as temperaturas subirão de 1,8 a 4 graus Celsius neste século no planeta.

Salvano Briceño, chefe do secretariado da Estratégia Internacional da ONU para Redução de Desastres, em Genebra, disse à Reuters que o mundo tem de adoptar melhores políticas melhores contra desastres naturais, e que a mudança climática já está aumentando os riscos.

Aquecimento à parte, as cidades estão superlotadas, o que leva, por exemplo, à ocupação de áreas sujeitas a inundações ou secas.

Reuters/SOL
publicado por saqv_ps às 08:23

Segunda-feira, 09 de Julho de 2007

0,,1353147_1,00.jpgO elevado preço do crude, que está nos 70 dólares por barril, tornou possível que formas de obtenção de energia que antes não eram rentáveis se tenham convertido em alternativas tão sérias que podem mesmo debilitar o mercado dos produtores tradicionais de petróleo.

A Organização dos Países Expoertadores de Petróleo (OPEP) revelou, em Viena, que o aumento dos biocombustíveis e do gás natural, bem como o incremento do número de produtores que não integram a Organização, vão afectar a procura de petróleo junto da OPEP.

No relatório «Perspectiva mundial do petróleo 2007», a organização calcula que, em 2010, produzirá 30,2 milhões de barris por dia, ou seja, menos do que os 31,1 que produzia em 2005.

Isto apesar de prever que o consumo vai aumentar, o que significa que serão os países exteriores à OPEP a dar resposta a essa procura.

A OPEP mostrou-se ainda preocupada com aquilo que designa por fontes de energia «não convencionais», que a organização reconhece como estando em crescimento e que acusa de funcionarem como factor de distorção do mercado.

Aparentemente insegura quanto ao futuro da sua quota de mercado, a OPEP criticou sobretudo os biocombustíveis, cuja sustentabilidade ecológica e social pôs em causa, alegando que a sua utilização generalizada terá efeitos na qualidade do ar dos ambientes urbanos que ainda não foram devidamente estudados.

Lusa
publicado por saqv_ps às 08:56


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