Este Blog pretende ser também um traço de união entre quem sente, interpreta e decide o Ambiente e a Qualidade de Vida.
Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

pneus.jpgUm projecto do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para reutilizar pneus velhos no fabrico de asfalto está a ser apresentado esta semana na Eslovénia como um exemplo a seguir por outros países europeus.

O projecto foi um dos escolhidos pela segunda Conferência Europeia em Investigação nos Transportes Rodoviários (European Road Transport Research - Arena TRA2008) e coube a Maria de Lurdes Antunes, investigadora do LNEC, o papel de representar o país naquele que é o principal fórum europeu que junta políticos, empresários e estudiosos em questões relacionadas com o ambiente e transporte.

Segundo esta investigadora, Portugal é "um dos primeiros países europeus" a utilizar restos de pneus velhos no fabrico de asfalto, juntamente com betume e outros inertes.

"Usamos borracha de pneus utilizados no agregado final", procurando encontrar uma "forma original de reutilizar" estes resíduos mas acaba por ser uma "solução técnica final mais vantajosa".

O asfalto com borracha de pneus é mais durável, mais resistente e provoca menos ruído, explicou Maria de Lurdes Antunes.

Em 1999, na zona de Santo Tirso, foi instalado o primeiro piso deste tipo num projecto considerado pioneiro a nível europeu, recordou a investigador do LNEC, instituição que tem tutelado a aplicação desta tecnologia.

Agora, quase uma década depois, Portugal "tem muitos dados" sobre a durabilidade e resistência deste tipo asfalto que, apesar de mais caro, permite estradas mais amigas do ambiente.

E foi a implementação desta tecnologia que levou Portugal ao papel de parceiro num novo projecto comunitário, denominado DirectMat, que visa elaborar uma espécie de "guia de boas práticas" para os construtores civis na reparação de estradas.

A utilização de resíduos e inertes nas estradas, como asfalto já danificado, e a diminuição dos custos ambientais são os objectivos principais deste projecto, que irá incluir uma "base de dados com todos os desenvolvimentos" técnicos que permitam minimizar os danos das intervenções.

"Nem sempre as novas tecnologias são do conhecimento dos construtores" pelo que uma equipa de investigadores europeus estão a compilar essa base de dados, cabendo ao LNEC incluir os dados relativos às misturas betuminosas, acrescentou.

Além do LNEC, na Eslovénia estão expostos outros trabalhos de investigadores portugueses, como é o caso de uma equipa da Universidade de Coimbra, que inclui Álvaro Seco, Ana Silva e Carla Galvão.

Este projecto conta com modelos de gestão da velocidade máxima das estradas de acordo com o ambiente envolvente, quer de acordo com as características do piso e do território mas também em relação a questões como os fluxos humanos.

Lusa
publicado por saqv_ps às 00:16

Segunda-feira, 21 de Abril de 2008

golf.bmpAs ilhas são territórios muito específicos e com características próprias. O programa MIT-Portugal pretende estudar a utilização de energias renováveis nas ilhas dos Açores e da Madeira, com o objectivo de desenvolver o conceito de “ilha sustentável”. Como diz o nome, uma “ilha sustentável” consegue ser autónoma em termos energéticos, investindo em energias que não se esgotam.

“Pretendemos desenvolver modelos de sistemas energéticos que permitam articular estratégias”, disse ao PÚBLICO, o director nacional do MIT-Portugal, Paulo Ferrão. “Vamos pensar em soluções globais, avalia-las e propor soluções”, explica.

Se os resultados forem positivos, empresas como a "Galp" e a "EDP", entre outras, já mostraram vontade de implementar os sistemas energéticos desenvolvidos durante o estudo.

Para que a investigação seja possível, vão ser assinados acordos entre universidades portuguesas, as agências regionais de Energia e Ambiente das regiões autónomas dos Açores e da Madeira e o MIT-Portugal. Os protocolos serão celebrados amanhã, no âmbito da Conferência Europeia do "Massachussets Institute of Techonology" (MIT), que acontece pela primeira vez em Portugal.

Ilha de São Miguel pode ser “sustentável”

As ilhas portuguesas serão usadas como um exemplo, uma base de estudo para que os resultados possam ser aplicados em termos internacionais. O factor económico tem um espaço de relevo na investigação. “Queremos desenvolver modelos a custos razoáveis”, afirmou.

Paulo Ferrão explicou que “cada caso é um caso” e que não acredita que todas as ínsulas possam vir a ser sustentáveis. A Madeira, por exemplo, é muito grande e dificilmente conseguiria viver apenas de energias renováveis. Mas, um dos objectivos da investigação é também ver se os dois tipos de energia (renovável e não renovável) podem conviver juntas, “puxando mais para as renováveis”.

A ilha de São Miguel, no arquipélago dos Açores, poderá ser totalmente sustentável. São Miguel já produz energia geotérmica (obtida do calor proveniente da terra) e “podia aumentar a quantidade de energia produzida”, mas, “durante a noite não haveria consumo e não teria como escoar a energia”, sublinhou o director nacional do MIT-Portugal.

A investigação pretende também resolver estes problemas. No caso da ilha de São Miguel, Paulo Ferrão já apontou duas soluções para que a energia geotérmica fosse escoada: automóveis eléctricos que estivessem ligados à noite para sair durante o dia ou casas de “micro geração”, que produzem energia.

As ilhas mais pequenas também teriam mais facilidades em serem autónomas em termos energéticos. “A ilha das Flores poderia ser mantida a energia eólica”, exemplifica Paulo Ferrão. Por estarem rodeadas de mar, as ilhas têm mais potencial em explorar as energias eólicas e das ondas.

Islândia, um exemplo de sucesso

Conseguir que uma ilha seja completamente sustentável não é impossível. Um exemplo concreto é a Islândia. “A Islândia é cem por cento renovável”, diz Paulo Ferrão.

“Há cinquenta anos era o país mais pobre da Europa”. Estava dependente do carvão, como principal fonte energética. O responsável nacional do MIT-Portugal contou que foi através da produção geotérmica e hidroeléctrica que este país insular conseguiu ser “sustentável”, além de ter investido o dinheiro, que poupou com as renováveis, em outras indústrias que trouxeram a prosperidade económica.

Para o responsável, o crescimento do investimento em energias renováveis é certo e no caso das ilhas só traz benefícios, uma vez que estes territórios pagam, por vezes, mais pelo fornecimento energético. Paulo Ferrão considera que Portugal é “um belo exemplo” na implementação de energias amigas do ambiente.


Alice Barcellos-Ecoesfera
publicado por saqv_ps às 01:42

Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

escola.jpgTrês escolas em Lisboa, Aveiro e nos Açores ganharam o concurso "Rock in Rio Escola Solar" e receberam cinco mil euros para a concretização de projectos com energias renováveis.

Estas escolas foram as seleccionadas de um total de 237 projectos de âmbito social, ambiental e eficiência energética com aplicabilidade nas suas comunidades.

As três primeiras classificadas foram a escola secundária Oliveira Júnior (Aveiro), a escola secundária Domingos Rebelo (Açores) e a escola básica 2,3 da Galiza (Lisboa).

O projecto da escola EB 2,3 da Galiza centrou-se no Centro Social de Nossa Senhora de Fátima e visa a construção de um forno e aquecedor solar com materiais reciclados, a elaboração de um destilador solar para transformar água suja em limpa, reaproveitando este recurso escasso e a sensibilização dos utentes do centro relativamente à questão da sustentabilidade.

Nos Açores, a escola secundária Domingos Rebelo propôs a redução energética e a melhoria do conforto térmico no Lar da Santa Casa da Misericórdia, através do aproveitamento térmico das águas quentes de uma ribeira das Furnas e encaminhamento destas águas para um circuito interno da Santa Casa da Misericórdia.

O projecto dos alunos da escola secundária Oliveira Júnior em Aveiro, em parceria com a CERCI local, visa integrar os cidadãos portadores de deficiência na vida activa, dando-lhes a possibilidade de adquirir competências a nível das energias renováveis, através da construção de colectores solares para aquecimento de águas sanitárias de baixo custo recorrendo a materiais alternativos.

O concurso, dirigido a todas as escolas do país, resulta de uma parceria do Rock in Rio, Sic Esperança, a Agência para a Energia (ADENE), e os Ministérios da Economia e da Educação.

Lusa
publicado por saqv_ps às 07:12

Segunda-feira, 14 de Abril de 2008

rolhas.bmpUm novo produto descartável vai entrar para a lista de materiais a separar em casa para reciclagem: as rolhas. Até agora, o seu destino era o caixote do lixo. Mas a partir de amanhã, começarão a ser recolhidas e recicladas, segundo um projecto desenvolvido pela associação ambientalista Quercus, juntamente com três parceiros privados.

Os primeiros pontos de colecta serão 9.800 resutarantes e cafés, de onde já são hoje recolhidos óleos alimentares usados, num circuito garantido pela empresa Biological.

Em Maio, entram em cena contentores para rolhas instalados em 33 hipermercados da rede Continente. Para Setembro está previsto o alargamento da campanha para as escolas.

As rolhas recolhidas serão depois vendidas à Corticeira Amorim, que as reutilizará para a fabricação de outros produtos, como pavimentos, materiais de construção ou peças para a indústria automóvel.

Na prática, as rolhas usadas serão trituradas e entrarão como matéria-prima no processo industrial, sem grandes complicações. “A dificuldade está na recolha”, afirma António Amorim, presidente da corticeira.

Só o grupo Amorim coloca no mercado nacional cerca 400 milhões de rolhas por ano. O objectivo da Quercus é, dentro de um ano, estar a recolher dez por cento daquele total e chegar aos 30 por cento em quatro anos.

O dinheiro recebido pelas rolhas usadas será aplicado pela Quercus na plantação de novas árvores, de espécies próprias do país – como sobreiros, azinheiras e carvalhos.

Ricardo Garcia - Ecoesfera
publicado por saqv_ps às 03:01

Segunda-feira, 07 de Abril de 2008

105720505.JPGO Conselho de Ministros aprovou o novo programa “Polis-Litoral” que pretende requalificar zonas de risco e áreas degradadas ao longo de 150 quilómetros da costa e 220 quilómetros de frentes lagunares e estuários. A ria Formosa, a ria de Aveiro e o litoral norte são consideradas áreas prioritárias.

Segundo o ministro do Ambiente e Ordenamento do Território, Francisco Nunes Correia, o projecto na ria Formosa “já recebeu o apoio das câmaras e assembleias”. A sociedade anónima que vai fazer a gestão do projecto “Polis Litoral Ria Formosa” começa com um capital social de 22,5 milhões de euros, subscrito maioritariamente pelo Estado português.

O Estado vai partilhar as responsabilidades com as autarquias de Loulé, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António, num projecto que prevê “a requalificação do património natural e paisagístico, a requalificação das frentes da ria e valorização dos núcleos piscatórios e das actividades económicas que se exercem" na zona, explicou.

As populações locais que se dedicam às actividades económicas ligadas à ria “serão inteiramente respeitadas”, confirma o ministro, indagado pelos jornalistas sobre este assunto. O programa prevê “operações para consolidar e requalificar esses núcleos tradicionais", sendo que as populações fazem “parte da ria".

A Polis-Litoral Norte vai abranger onze praias, mas também terá medidas de protecção da orla costeira e de intervenção nas zonas urbanas. Caminha, Esposende e Viana serão os municipios que vão fazer parte deste projecto.

O Polis da ria de Aveiro inclui onze municípios que circundam a costa. O ministro diz que o projecto vai contar com “sistemas de protecção contra a erosão costeira" e a requalificação de "todas as zonas urbanas que confrontam com a ria e a zona de mar
publicado por saqv_ps às 08:49


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