Este Blog pretende ser também um traço de união entre quem sente, interpreta e decide o Ambiente e a Qualidade de Vida.
Segunda-feira, 28 de Julho de 2008

Ecotur.JPGO presidente do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), Tito Rosa, defendeu que o ecoturismo é “fundamental” para a sustentabilidade económica das áreas protegidas, envolvendo as comunidades locais e promotores.

“A vida e a economia” das áreas protegidas deve ser desenvolvida “não pelo Instituto, mas pelas pessoas que lá vivem e pelas empresas que ali podem actuar”, comentou Tito Rosa, no Seminário Internacional "O Ecoturismo na Conservação da Natureza", no âmbito da 3ª Feira Nacional de Parques Naturais e Ambiente, que decorreu em Olhão até domingo.

O ICNB quer estabelecer parcerias com entidades que "promovam o investimento e a conservação das áreas protegidas, porque o investimento público não pode fazer tudo".

Para Tito Rosa, não é necessário um "grande investimento", do tipo "resort turístico", sublinhando que "o grande investimento é o somatório dos pequenos investimentos que se coadunam com estas áreas".

O Governo está a trabalhar "em força" na criação, ainda este ano, de "instrumentos legislativos" sobre turismo da Natureza que, explicou, irão permitir "estabilizar os conceitos" e definir "requisitos mínimos para que determinados investimentos ou empresas possam reivindicar que são ecoturismo".

Ecoturismo com perspectivas de crescimento superiores ao mercado convencional

O turismo de Natureza tem sido crescentemente procurado pelos visitantes, que são, sublinhou, "cada vez mais exigentes", e os próprios operadores têm hoje "uma perspectiva de diferenciação" com o ecoturismo.

Durante o encontro, foi assinada a "Declaração de Olhão sobre Turismo de Natureza", que reconhece que o ecoturismo, actualmente praticado a nível mundial por cinco por cento dos viajantes, apresenta perspectivas de crescimento superiores ao mercado turístico convencional (cerca de 20 por cento).

"O turismo de Natureza deve continuar a promover formas de turismo que estimulem a viagem responsável nas áreas protegidas, a protecção do Ambiente e da biodiversidade e a promoção do bem-estar das comunidades locais", refere a Declaração, subscrita pelo ICNB, pelo Instituto de Turismo de Portugal e pela Câmara de Olhão.

Ecotur1.JPGNo entanto, ainda há um longo caminho a percorrer para ultrapassar uma série de dificuldades, como a fragilidade das estruturas económicas dos projectos e no acesso ao mercado ou o uso "abusivo" do conceito.

"O turismo de Natureza no Algarve encontra-se ainda marcadamente subaproveitado, em especial nas áreas protegidas e nas zonas interiores, pelo que uma abordagem inovadora deve incluir a mobilização activa e socialmente justa das comunidades locais", aponta a Declaração.

Olhão defende áreas protegidas como factor de valorização

O documento aponta ainda algumas recomendações: reconhecer o "importante papel" que o ecoturismo pode ter no desenvolvimento sustentável do Algarve; maximizar as boas práticas de gestão do turismo de Natureza na região na conservação dos valores naturais e culturais; apoiar a viabilização económica e a boa gestão das empresas algarvias deste sector através de planos de marketing, educação e formação.

Exemplos de acções recomendadas são a simplificação da burocracia, o combate ao impacte do turismo nas alterações climáticas, a criação de mecanismos de certificação e linhas de financiamento, o apoio a programas de investigação e monitorização da costa algarvia, entre outros.

"É importante criar condições para que os turistas encontrem melhor qualidade e melhor Ambiente, usufruindo das condições naturais", sublinhou o presidente da Câmara de Olhão, Francisco Leal, para quem "as áreas protegidas têm necessariamente de ser um factor de valorização e não um entrave ao desenvolvimento económico".

Sobre a Declaração assinada, o autarca defendeu a necessidade de "transformar as recomendações em acções concretas, conduzindo a mudanças positivas".
publicado por saqv_ps às 08:52

Segunda-feira, 21 de Julho de 2008

sustentabilidade.jpgA primeira central de compostagem do Alentejo, em construção na zona de Portalegre e que pretende transformar resíduos biodegradáveis em adubos orgânicos, avança em Agosto com os primeiros testes tecnológicos, revelou hoje a empresa promotora.

O administrador-delegado da empresa multimunicipal Valnor - Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos, Pinto Rodrigues, adiantou que o investimento na central prevê a criação de 55 postos de trabalho.

"Os testes tecnológicos estavam previstos para este mês, mas como os primeiros funcionários (cerca de 40) vão iniciar a formação no início de Agosto, decidimos verificar o equipamento nessa altura e iniciar todo o processo", explicou.

"Em Setembro, teremos esta unidade a trabalhar em velocidade cruzeiro", previu o administrador-delegado da Valnor.

Segundo Pinto Rodrigues, o projecto prevê ainda, numa fase posterior, acções de formação para o ingresso de mais 15 trabalhadores na central. "Em Março de 2009, vamos ter a trabalhar mais 10 a 15 pessoas neste projecto", disse.

Com um investimento de 18 milhões de euros e uma comparticipação de 40 por cento de fundos da União Europeia, a central está localizada junto ao aterro sanitário da Valnor, numa área que abrange os concelhos de Avis e Fronteira, no distrito de Portalegre.

Este centro de valorização orgânica pretende transformar os resíduos biodegradáveis, como restos de comida, relvas e cortes de árvores, em adubos naturais.

Para a empresa responsável pela gestão, valorização e tratamento dos lixos produzidos nos 15 municípios de Portalegre, assim como nos de Mação, Sardoal e Abrantes (Santarém) e Vila de Rei (Castelo Branco), a central assume especial importância.

A fábrica é "essencial para o cumprimento das metas europeias no que respeita aos lixos", assegurou Pinto Rodrigues, estimando que a unidade capte "cerca de 60 por cento" dos resíduos orgânicos daqueles 19 municípios que, actualmente, são depositados em aterro.

"Entram no aterro 60 mil toneladas anuais de resíduos, que são enterradas controladamente, Com o centro de valorização orgânica, vamos conseguir tratar 35 mil toneladas, passando a enterrar apenas 25 mil", disse.

Os materiais biodegradáveis encaminhados para a central de compostagem serão transformados, através de um processo mecânico e biológico, em adubos orgânicos, isentos de químicos.

"Poderemos produzir adubo natural para utilizar na agricultura biológica ou nos jardins e plantas", sublinhou, acrescentando que a Valnor pretende criar uma "imagem de marca" para comercializar esse mesmo produto.

As estimativas da empresa apontam para uma produção de cerca de mil toneladas por ano de adubo normal, destinado ao consumidor doméstico que, após certificação do produto, o poderá comprar, embalado, em supermercados da região.

Já o adubo para a agricultura, a produção deve cifrar-se nas dez mil toneladas, numa primeira fase, pretendendo a Valnor duplicá-la nos anos seguintes.

Com a diminuição da quantidade de resíduos orgânicos depositados, a produção de biogás e de águas contaminantes no aterro "também são reduzidas", com impactes positivos na emissão de gases com efeito de estufa.

A Empresa Geral de Fomento, detida pela Águas de Portugal, é a principal accionista da Valnor, com 51 por cento do capital, cabendo aos 19 municípios os restantes 49 por cento.

Lusa
publicado por saqv_ps às 08:28

Quarta-feira, 16 de Julho de 2008

nnn.bmpO governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, defendeu ontem a necessidade de estudar todas as hipóteses que permitam reduzir a dependência energética, incluindo a opção pela energia nuclear.

Vítor Constâncio, que falava na Assembleia da República durante a apresentação do Boletim Económico de Verão do banco central, sublinhou a importância de Portugal adoptar "uma política energética diferente" que permita fazer frente à "alteração estrutural dos preços da energia".

"A alteração estrutural dos preços da energia está para ficar e tudo tem de ser discutido, incluindo o nuclear", afirmou o governador do banco central, defendendo que "tudo tem de ser feito para evitar a dependência energética".

De acordo com o boletim económico de Verão do Banco de Portugal, o crescimento económico deste ano para 1,2 por cento, uma diminuição de oito décimas em relação à previsão anunciada em Janeiro e que era de dois por cento.

Quanto aos preços, o Banco de Portugal acompanha a tendência actual e revê em alta a inflação (indicador harmonizado com a Zona Euro, IHPC) para três por cento, contra os 2,4 por cento de Janeiro. O agravamento dos preços dos produtos alimentares, dos transportes e da energia é uma realidade que se acentuou no final do primeiro trimestre e início do segundo e que está traduzida nas novas previsões do banco central.

Lusa
publicado por saqv_ps às 00:38

Sexta-feira, 11 de Julho de 2008

papel.bmpA Xerox apresentou um novo tipo de papel que apaga os seus conteúdos um dia depois da impressão. A Xerox defende que este papel poderá ser reutilizado 100 vezes.

A tecnologia foi desenvolvida por investigadores do Palo Alto Research Center (Parc) da Xerox e baseia-se num material sensível a raios ultravioleta para criar o papel, que em vez de ser impresso por um toner utiliza raios de luz.

Estes raios de luz deixam pequenas marcas no papel para criar o texto, que passadas 24 horas é apagado.

De acordo com Jessica Staddon, manager of security e privacy research do Parc citada pelo portal VNUNet, esta tecnologia irá melhor a colaboração durante a utilização de informação sensível, cuja identificação «envolve vários olhares».

A responsável defende que este papel poderá ser reutilizado cerca de 100 vezes antes de ficar deteriorado.
publicado por saqv_ps às 03:14

Domingo, 06 de Julho de 2008

Mesa da Assembleia Geral
Presidente
Manuel Fernando Marques Inácio

Vogais
Luís Filipe Natal Marques Santos
Maria Teresa Pereira Santos Pires


Secretariado
Coordenador
Hélder Manuel Paulo Ferreira

Vogais
Norberto Joaquim Pereira Duarte
Susana Maria Costa R. Andrade Reino
Fernando Manuel Marques
José Manuel Miguel Judas
publicado por saqv_ps às 22:01


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