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Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008

JHGFD.bmpOs caudais mínimos dos rios internacionais ibéricos à entrada em Portugal vão passar a ser calculados trimestralmente, deixando de ter base anual, segundo os "trabalhos avançados" para a revisão do acordo de Albufeira sobre partilha de recursos hídricos que Portugal e Espanha deverão aprovar em meados de Fevereiro.

Na 23.ª Cimeira Luso-Espanhola, os ministros do Ambiente acordaram a pretensão antiga portuguesa de alterar o regime de caudais. Como avisam os ambientalistas, "deixar passar" um dado volume anual de água não garante que em períodos críticos os caudais sejam suficientes para manter o equilíbrio ecológico. As negociações já decorriam há meses e na reunião foi dado mandato aos negociadores para prepararem o acordo de revisão.

Avanço importante na gestão comum das bacias hidrográficas (65% do território continental português são abrangidos pelas grandes bacias luso-espanholas - Douro, Tejo e Guadiana - e 60% do escoamento anual neste país tem origem em Espanha), o tema foi omitido nas declarações finais dos dois chefes de governo.

Além da troca de elogios sobre os desempenhos governativos de ambos (José Sócrates declarou mesmo que tem "muitos amigos políticos na Europa", mas o primeiro-ministro espanhol é o seu "melhor amigo") e do recorrente sublinhado da "excelência das relações" e dos "avanços na cooperação" na ciência e tecnologia e projectos transfronteiriços, duas novidades relevam das intervenções.

A primeira, embora repise a tónica da cooperação na Defesa, consistiu no reconhecimento do significado da "troca de informações, pontos de vista e agenda comum" na área. "O que há duas décadas era segredo de Estado cuja partilha poderia ser considerada uma séria ameaça é hoje transmitido com abertura e espírito de cooperação", disse Sócrates.

A segunda é a ideia de lançar, em cada cimeira, um novo projecto conjunto. Autor da ideia, José Luis Zapatero anunciou o próximo "desafio" um centro de investigação em energias renováveis. Ouvidos pelo "Jornal de Notícias", os ministros do Ambiente e da Economia nada adiantaram, porque se trata apenas de uma ideia. Há um ano para trabalhar nela.

Alfredo Maia-JN
publicado por saqv_ps às 11:57

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