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Terça-feira, 10 de Janeiro de 2006

202.gif O sector energético internacional vive um período de rápidas e significativas alterações.

O aumento constante do preço do petróleo para níveis impensáveis há apenas três anos, e sem que se preveja uma estabilização a curto prazo, tem conduzido, à procura de fontes de energia alternativas e, dentro destas, das renováveis.

Note-se que o petróleo é detido, principalmente, por países cuja economia depende na quase totalidade deste recurso. Tratando-se de economias monoprodutoras, com a fraca afirmação das alternativa à escala mundial a tentação dos governos dessas nações será, em momentos de crise, a de conseguir um aumento generalizado dos preços desta fonte de energia, da qual o desenvolvimento universal ainda depende.

Outro advento que muito tem condicionado o actual comportamento das cotações do crude, são os significativos índices de crescimento de economias emergentes não produtoras, como as da China e da Índia, representando cerca de metade da população do globo.

Acrescem ainda problemas como: a incapacidade de estabilizar, para reconstruir, o Iraque; a impossibilidade de pôr cobro aos elevados custos da intervenção militar naquele país; os efeitos sobre a economia americana do furacão Katrina, que conduziram os preços do petróleo a níveis inimagináveis e comprometedores da estabilidade financeira e desenvolvimento mundiais.

Como pano de fundo temos ainda as pressões da intolerância religiosa árabe, com apelos à prática de acções terroristas, cuja influência sobre a política da maioria dos países produtores é conhecida, e que interfere na formação dos preços do petróleo.

Em Portugal, sendo politicamente afastada a opção nuclear – que a ser tomada levará cerca de dez anos a ter resultados visíveis – as energias renováveis serão adoptadas por responderem também aos compromissos assumidos em Quioto, em ultrapassar apenas 27% o valor das emissões de 1990, de 60 mega toneladas de CO2, até 2012. E, enquadrado neste objectivo, responder também à “directiva renováveis” 077/CE/2001, a qual impõe a produção interna de 39% desta origem a toda energia consumida em 2010.

Podemos assumir uma de duas atitudes: afirmarmo-nos pró-activamente em termos de adaptação e condução de processos que garantam a conformidade legal e independência operacional, com as consequentes vantagens económicas ou; aguardar pelas vicissitudes, a prazo cada vez mais preocupantes, a que o fornecimento tradicional de energia aparenta estar condenado.

Acontece que o consumo de energia em Portugal - apesar das oscilações do PIB – tem mantido nos últimos anos um firme aumento médio de 5%, sendo que no primeiro semestre de 2005 foi registado um aumento de 6,3% no consumo.

A este aumento nos consumos terá obviamente de corresponder um aumento da potência a instalar, também de renováveis, para garantir a percentagem a que estamos obrigados em 2010.

Actualmente estima-se que num ano hidrológico médio, a percentagem de renováveis se situe nos 25% incluindo, claro está, a fonte hídrica, pelo que nos encontramos a 14% do objectivo para 2010.

Todos temos de apoiar as energias alternativas. Deste apoio depende a nossa independência energética, bem-estar ambiental e social. E que ninguém duvide: O que não pagarmos hoje por energias limpas, pagaremos amanhã por petróleo associado à dependência do fornecimento, ao ambiente poluído e às roturas de abastecimento que os senhores do crude decidirem.
publicado por saqv_ps às 08:04


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