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Segunda-feira, 06 de Março de 2006

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Introdução
A norma ISSO 14001 é a principal referência para a gestão ambiental em qualquer tipo de organização a nível mundial. De facto, consolidou-se como modelo internacional, suplantando outras abordagens, como por exemplo o Programa de Ecogestão e Auditoria - EMAS da União Europeia, devido à flexibilidade de funcionamento em diferentes contornos organizacionais e à sua compatibilidade com as normas de gestão de qualidade mais usadas - a série ISSO 9000.
Na introdução da norma é referido que “organizações de todo o tipo estão cada vez mais interessadas em alcançar e demonstrar uma sólida actuação ambiental controlando o impacte sobre o meio ambiente das suas actividades, produtos e serviços, tendo em conta a sua política e os seus objectivos ambientais. Fazem-no no contexto de uma legislação cada vez mais exigente, do desenvolvimento de políticas económicas e de outras medidas para fomentar a protecção ambiental e de um aumento geral da preocupação das partes interessadas pelos temas ambientais incluindo o desenvolvimento sustentável”.

Mais-valia da gestão ambiental
As circunstâncias e as realidades dos mercados mais avançados aconselham e exigem uma gestão que preste uma atenção redobrada aos temas ambientais.
Os próprios clientes têm nas suas mãos uma enorme força que deriva da sua capacidade de escolher entre um ou outro produto, fabricado por uma ou outra empresa. A consciência ou a sensibilidade ambiental já começou a constituir um dos factores que contribuem para que um cidadão opte pelo consumo de um determinado produto e não de outro. As empresas que aplicam critérios mais ecológicos no desenvolvimento das suas actividades conseguem diferenciar-se positivamente da sua concorrência.
As administrações públicas condicionam a possibilidade das empresas concorrerem a concursos públicos à sua certificação.
Vai-se consolidando, por parte das empresas, o princípio da responsabilidade ambiental.
A experiência demonstra que a implantação de um sistema de gestão ambiental e a sua posterior certificação põem em evidência uma série considerável de benefícios:

·A nível de investimentos e custos
Facilita o acesso a ajudas económicas;
Optimiza os investimentos e custos;
Reduz os custos derivados da não gestão;
Evita reacções adversas do mercado, etc.

·A nível legal
Evita multas e sanções;
Evita custas judiciais;
Evita demandas judiciais;
Antecipa os requisitos de legislação futura, etc.

·A nível financeiro
Aumenta a confiança da administração, accionistas, investidores e companhias de seguros;
Reduz os riscos de assumir responsabilidades derivadas de anteriores administrações, etc.

·A nível de produção
Optimiza os processos produtivos;
Reduz os custos produtivos;
Optimiza a incorporação de novas tecnologias, etc.

·A nível de gestão
Integra a gestão ambiental na gestão global da empresa;
Incrementa a confiança da direcção entre os trabalhadores;
Fomenta a participação dos trabalhadores a todos os níveis, etc.

·A nível do ambiente laboral
Reduz os riscos laborais associados a questões ambientais;
Sensibiliza o pessoal para os problemas ambientais e induz vontade de participar;
Aumenta a satisfação dos trabalhadores ao comprovarem que a sua contribuição se repercute de forma positiva sobre o meio ambiente;
Aumenta a ordem e limpeza nas instalações, etc.

·A nível da comercialização
Permite a adaptação a possíveis procuras do mercado;
Pode facilitar o aumento da quota de mercado;
Possibilita a participação em novas oportunidades de negócio e o desenvolvimento de tecnologias e produtos, etc.

·A nível de imagem
Melhora a imagem interna e externa da empresa;
Favorece a credibilidade entre as partes interessadas, etc.

Pressupostos de um sistema de gestão ambiental
O maior inconveniente que as empresas encontram na implementação de um sistema de gestão ambiental (SGA) é a existência de um custo adicional para a empresa.
E, claro está que o seu maior benefício é que o SGA seja rentável. O SGA permite à empresa conectar objectivos e metas ambientais com resultados económicos específicos e, desta maneira, assegurar a afectação de recursos humanos, técnicos e económicos às áreas que são mais rentáveis sob o ponto de vista económico e ambiental.
Existem diversos graus de desenvolvimento de um SGA e diferentes alternativas para a sua implantação. Uma empresa deve valorar e decidir se o que quer é um SGA informal ou sem referências, não auditável e não certificável ou se pretende um SGA formal, auditável por terceiros e certificável, que tome como referência a norma ISO 14001 ou o Regulamento europeu 761/2001 (EMAS) para o seu desenvolvimento, implantação e manutenção.
A tendência mais generalizada na actualidade é a implementação dos SGA segundo a norma de âmbito internacional.
A implantação de um SGA formal ou normalizado ISO ou EMAS é que este mecanismo proporciona e exige um processo sistemático e cíclico de melhoria contínua, também denominado PDCA (Plan/ Do/ Check/ Adjust).
O ciclo PDCA da melhoria contínua é o equivalente a planificar, executar, comprovar e ajustar a nossa gestão ambiental de forma permanente e assegurar, por esta via, níveis de comportamento ambiental cada vez mais elevados.

Fazendo eco da própria norma “o objectivo final desta norma internacional é apoiar a protecção ambiental e a prevenção da contaminação em equilíbrio com as necessidades socio-económicas”.
A sua incorporação na gestão geral da empresa constitui uma mais valia, porquanto:

*Optimiza o uso de recursos – a empresa poderá poupar muito dinheiro ajustando o consumo de matérias-primas, água e energia e gerando menos desperdícios;
*Aumenta o conhecimento – melhora o controlo dos processos o que conduz ao aumento da sua eficiência;
*Motiva os trabalhadores – torna-os mais participativos e, consequentemente, mais empenhados o que propicia a obtenção de melhores resultados,
*Antecipa as exigências dos clientes – o que confere à empresa uma posição de mercado mais competitiva e vantajosa.

Bibliografia:
“O impacto ISO 14001”, ISO Management Systems, Revista Internacional das Normas ISSO 9000 e ISSO 14000, vol 1, num. 2
BLOCK, M.R.; MARASH, R.: Integración de ISO 14001 en un sistema de gestión de calidad. Aenor
publicado por saqv_ps às 23:42


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