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Segunda-feira, 04 de Dezembro de 2006

iter_maquete_dr.jpgA União Europeia juntamente com mais seis países (Estados Unidos, Japão, Rússia, China, Coreia e India) assinaram em Paris, no passado dia 21 de Novembro, um acordo sobre a construção do ITER (Reactor Termonuclear Experimental Internacional, na sigla inglesa). O ITER constitui um dos projectos científicos mais ambiciosos da História. Ele prevê, a um custo projectado de 10 mil milhões de euros, a construção de uma central nuclear de fusão, por enquanto experimental, que deverá revolucionar a produção de energia mundial na segunda metade deste século.

"É a vitória do interesse geral da Humanidade", disse o presidente da França, Jacques Chirac, na cerimónia de assinatura. "Estendemos a mão às gerações futuras, em nome da solidariedade e da responsabilidade", acrescentou o líder francês.

O Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, salientou por seu turno que se trata "de uma aventura a todos os títulos excepcional". Barroso mencionou as vantagens que este projecto tem para os europeus, nomeadamente reduzindo a longo prazo as fortes dependências energéticas da UE e eventualmente ajudando a resolver o grave problema do aquecimento global.

A localização tinha sido decidida em meados de 2005, após anos de negociação deste projecto internacional. O reactor experimental ficará em Caradache, a 60 quilómetros da cidade francesa de Marselha, num local onde a França instalou no passado outros laboratórios de investigação nuclear.

O ITER é uma máquina de grande complexidade. Quando estiver desenvolvida a tecnologia, será possível produzir grandes quantidades de energia, usando combustíveis que se encontram na natureza em quantidades praticamente ilimitadas, nomeadamente deutério, que existe na água numa proporção de 40 miligramas por litro. Esta produção de energia seria "limpa", ou seja, com escassos resíduos perigosos, e não terá impactos negativos, tais como os indesejáveis gases de efeito de estufa das fontes energéticas actualmente mais usadas.

Esta fase inicial levará uma década a concluir, começando a exploração do ITER apenas em 2018. Só em 2030 será construído um "demonstrador industrial", ou seja, um reactor capaz de comprovar a viabilidade económica e tecnológica do projecto. E apenas em 2050 começará a ser produzida mais electricidade do que a que será consumida nas experiências.

Neste momento ainda existem algumas incógnitas tecnológicas e científicas que necessitam de aprofundamento durante a fase inicial. Para obter o estado de plasma da matéria susceptível de produzir as reacções de fusão será preciso obter temperaturas de 100 milhões de graus centígrados. Além disso, é mal conhecido este estado de plasma. A máquina em si baseia-se num desenho russo, denominado Tokamak, que inclui uma câmara de vácuo onde corre um poderoso campo magnético.

In DN.

Se quer saber mais sobre este projecto Europeu, veja aqui...
publicado por saqv_ps às 09:41


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