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Segunda-feira, 15 de Janeiro de 2007

gas_natural.jpgPortugal desperdiça 60% da energia que consome.

Lembrar a dimensão do desperdício ganha relevância quando a Comissão Europeia se prepara para apresentar uma nova estratégia para a energia que aponta para poupanças de 20% no consumo até 2020, por via de ganhos de eficiência. Na União, atingir esta meta implica poupar 100 mil milhões de euros e evitar a emissão de 780 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano. Em Portugal, que importa 85% da energia, este ganho de 20% traria uma poupança de 1,4 mil milhões (com base na factura energética de 2005), quase metade do custo do aeroporto da Ota.

Consegui-lo poderá, contudo, não ser fácil. "Aumentar a eficiência implica continuar a crescer, gastando menos", diz o especialista em energia Oliveira Fernandes, da Universidade do Porto, para quem tal só é possível com mudanças nas políticas e na relação dos cidadãos - incluindo construtores civis - com a energia.

Portugal dispõe já de instrumentos legais para aumentar a eficiência energética nos edifícios - onde se gastam 28% do total de energia -, mas, "por falta de fiscalização", é possível que as boas intenções se fiquem por nada. Nos edifícios de escritórios, por exemplo, a situação é "criminosa", denuncia. "Faz-se um uso abusivo da iluminação artificial, um uso saloio do ar condicionado e um uso pedante dos envidraçados a poente" sem qualquer isolamento que permita conservar energia. A aplicação da Lei (ver página ao lado), garante, permitiria que nos edifícios se gastasse menos 30 a 70% de energia.

Também nos transportes - que consomem 37% da energia - têm de conquistar-se ganhos de eficiência, mas a "cultura" portuguesa passa pelo uso do transporte particular. "Este é o grande gargalo", lembra o professor.

A solução? "Taxar a entrada dos carros à entrada das cidades, em função da hora do dia, como se faz em Londres" e "melhorar os transportes públicos", aponta o ex-ministro Mira Amaral, que lamenta a "falta de coragem" dos sucessivos governos para "atacar este problema dramático".

Para o responsável, a meta dos 20% de poupança apontada pelo documento que Bruxelas apresenta quarta-feira é, por isso "irrealista" no caso português. "Devia haver modulações da meta, com cada país a ter objectivos diferentes", defende.

Os ganhos de eficiência, garante, têm sido procurados sobretudo pela indústria. "É a unica forma de ser competitiva no mercado, uma realidade que ainda não existe na construção", onde tudo se vende, "seja ou não competitivo em termos energéticos".

António Sá da Costa, presidente da Associação Portuguesa dos Produtores de Energias Renováveis (APREN), sublinha que os ganhos de eficiência estão "intimamente ligados" às energia endógenas, uma aposta que, aliás, tem sido impulsionada por este Governo.

Se, por exemplo, se atingisse um milhão de metros quadrados de painéis solares para aquecimento de águas - previa-se chegar a este valor em 2010, mas actualmente a área coberta não chega a 200 mil -, Portugal pouparia 4 a 5% nas importações de combustíveis fósseis.

In JN.
publicado por saqv_ps às 09:01


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