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Segunda-feira, 07 de Maio de 2007

Consumidor.jpgA Comissária Europeia para a defesa dos consumidores diz que o nível de defesa dos consumidores em Portugal é médio. Meglena Kuneva deslocou-se a Portugal para discutir os pormenores da agenda para a presidência portuguesa da União Europeia.

"Temos uma agenda para a presidência portuguesa muito prometedora, que será muito orientada para a Agenda de Lisboa", disse Kuneva à saída da reunião do Conselho Nacional do Consumo realizada hoje no Ministério da Economia e Inovação.

Durante a presidência portuguesa será aprovada a directiva de "time-sharing" bem como do crédito ao consumo. Será também preparado o lançamento do livro verde para a harmonização dos direitos dos consumidores.

Fernando Serrasqueiro, Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor sugeriu a realização de um grande debate sobre acções populares (que cá já existe regulação própria mas há muitos países onde não existe).

Nesse sentido, propôs a realização de um seminário sobre o tema que teve o apoio e aceitação da Comisária. Em causa estão questões como a do mercado filatélico, por exemplo, que esteve envolvido em polémica recentemente com a falência da Afinsa.

Uma das preocupações da Comissão Europeia prende-se com o excesso de endividamento das famílias, com 37% dos europeus já sobreendividados. Esta é uma das áreas onde a Comissão pretende intervir.

in Jornal de Negócios
publicado por saqv_ps às 08:49

Sexta-feira, 04 de Maio de 2007

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<img alt="2003-0373.jpg" src="http://ambientequalvida.blogs.sapo.pt/arquivo/2003-0373.jpg" width="296" height="197" border="0"align="left" hspace="10"<font size=3>A </font>China vai passar à frente dos Estados Unidos e tornar-se no maior emissor de dióxido de carbono (CO2) do mundo, algo que vai acontecer este ano ou em 2008, informou hoje a Agência Internacional da Energia (AIE).

Esta estimativa é muito mais rigorosa do que as previsões anteriores da AIE, em Novembro. Nessa altura, a agência afirmou que a China vai ultrapassar os Estados Unidos antes de 2010.

O relatório nacional chinês sobre alterações climáticas rejeita impor limites às emissões de gases com efeito de estufa (GEE).

Os Estados Unidos, que rejeitaram ratificar o Protocolo de Quioto em 2001, dizem que não vão aceitar um sistema sem a participação da China e Índia, disse hoje o embaixador norte-americano na União Europeia, C. Boyden Gray.

Dados da ONU de 2003 colocam os Estados Unidos no topo dos países emissores de CO2, com 23 por cento das emissões e a China com 16,5 por cento.

Informações recentes constatam que a China está a construir uma central eléctrica a carvão de quatro em quatro dias, lembrou segunda-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, John Ashton.

''Aquilo que fazemos na Europa pode ser muito bem intencionado, muito ético...mas se pensamos em números, o seu significado é muito limitado'', comentou hoje o principal economista da AIE, Fatih Birol.

No mês passado, o U.S. Carbon Dioxide Information Analysis Center (CDIAC) estimou ser muito provável que a China ultrapasse os Estados Unidos já este ano. Este centro diz que as emissões chinesas eram, em 2005, 5,3 mil milhões de toneladas e as norte-americanas 5,9 mil milhões. No entanto, a China está a crescer muito mais depressa.

As autoridades chinesas não comentam porque dizem não ter números credíveis sobre as emissões do país.

Reuters
publicado por saqv_ps às 08:16

Quarta-feira, 02 de Maio de 2007

anofelis.bmpNo prazo de 50 a 100 anos os países do Sul da Europa poderão voltar a ser atingidos por doenças já erradicadas, como a malária, devido ao previsível aumento da temperatura e outras alterações climáticas, defendem vários especialistas.

De acordo com o presidente da Assistência Médica Internacional (AMI), Fernando Nobre, países europeus como Portugal, Espanha, Itália e Grécia poderão ter que voltar a conviver com a malária, erradicada de Portugal em 1950, e a dengue, ambas doenças tropicais veiculadas pelos mosquitos, devido ao aquecimento global.

Segundo o médico, que falava numa conferência em Faro, a malária voltará «seguramente» a afligir os países do Sul da Europa e talvez o dengue, bastando para tal que a temperatura aumente aos níveis que se prevê e que se encontrem mosquitos no território.

«Tudo aponta para que a Europa volte a conhecer esse tipo de doenças e por isso é preciso formar os médicos para que voltem a estar atentos a patologias que já desapareceram», afirmou. Também um especialista do Centro de Malária e Doenças Tropicais tinha dito anteriormente à Lusa que em Portugal, e noutros países europeus, existe o risco de ressurgimento de doenças tropicais, como a malária, devido às alterações climáticas.

Virgílio do Rosário, antigo coordenador da Unidade de Malária do Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT), em Lisboa, adiantou que não existem garantias de que os focos restritos de doenças infecciosas, típicas de climas quentes, como a Malária ou a Leihsmaniose, não possam ressurgir na Europa.

«Existe a potencialidade que estas doenças ressurjam na Europa devido a vários factores, como as mudanças climáticas, uma vez que existe uma ligação estreita entre o ambiente e a propagação deste tipo de doenças», disse.

«Esta situação está a ser objecto de prevenção e vigilância a nível europeu, através do Projecto EDEN, onde até 2010, estão a ser desenvolvidos métodos e ferramentas de monitorização e de alerta precoce, que vão ser disponibilizados às autoridades de saúde pública a nível global e regional», afirmou o especialista.

«Trata-se de um projecto da Comissão Europeia que reúne 48 institutos de investigação, em 24 países, incluindo Portugal, e que visa compreender o impacto das actuais mudanças ambientais sobre a difusão de novas doenças, emergentes ou re-emergentes, no território europeu», acrescentou.

No início do ano realizou-se uma conferência na Turquia, onde estiveram reunidos todos os coordenadores nacionais e membros de investigação dos respectivos Institutos, para efectuar apresentações gerais sobre os dados recolhidos em estudos localizados nos respectivos países, assim como para expor ideias que podem ser utilizadas por outros projectos.

Na altura, em declarações à Lusa, Carla Sousa, uma investigadora portuguesa que participou na conferência, disse que no EDEN encontram-se integrados seis projectos verticais, cada um dedicado a uma doença específica, como a Malária, a Leihsmaniose, o Vírus do Nilo Ocidental, assim como a doenças transmitidas por roedores e por carraças, estando Portugal apenas envolvido nos projectos da Malária e Leihsmaniose.

«Há toda uma análise que tem vindo a ser feita - o primeiro passo tem sido tentar compreender como foi a situação no passado nos países em que se registraram surtos deste tipo de doenças, tentar reunir o maior número possível de registos que permitam compreender os factores que levaram a sua propagação, assim como aqueles que, para além dos programas de erradicação, levaram à extinção da Malária nos países europeus», afirmou a especialista.

«O segundo passo é perceber qual a situação actual nos países em estudo, nomeadamente Portugal, através de dados que demonstrem a existência de comportamentos de risco por parte da população, o número de casos de Malária ´importada`, a existência de novas variáveis até agora não tidas em conta, como também trabalhar nas ferramentas que permitam saber como é que as variáveis actuais irão evoluir no futuro», acrescentou.

«As declarações sobre a possibilidade da malária voltar a estabelecer-se na Europa Central não são alarmistas. São reais e necessárias e a falta de alertas deste tipo, pode levar à falta de informação e preparação dos profissionais de saúde, assim como das entidades competentes, que, sem conhecimento prévio da situação, não podem saber como agir. É preciso alargar o conhecimento», defendeu Virgílio do Rosado.

«Mesmo assim, acho que os serviços europeus de saúde estão aptos e têm todas as condições para eliminar um possível surto de malária ou outras doenças tropicais», afirmou especialista.

Diário Digital/Lusa
publicado por saqv_ps às 08:24


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