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Domingo, 10 de Junho de 2007

4618.jpgÉ caro de mais para o sector financeiro internacional ignorar os riscos associados à biodiversidade. Assim como não olhar para as oportunidades de negócio que daí podem advir. Estas são as principais conclusões de um estudo da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), divulgado quinta-feira.

Um exemplo: a Associação de Portos britânica viu as suas acções caírem dez por cento em bolsa, há três anos, quando o Governo de Londres rejeitou o seu plano para construir um novo terminal para contentores na costa sul por causa dos impactos que teria na vida selvagem. Este tipo de risco é algo que a banca e os seguros têm de prever na hora de decidir os seus investimentos.

"As instituições financeiras, como os bancos e as seguradoras, têm de ser capazes de determinar quais as empresas suas clientes que correm mais riscos de forma a evitar ter de assumir também esses riscos através dos empréstimos, investimentos ou seguros que lhes fazem", disse Ivo Mulder, autor do estudo, citado num comunicado da UICN.

O assunto tem agora uma maior urgência com a aprovação da directiva europeia sobre responsabilidade ambiental, que entrou em vigor no passado dia 30 de Abril. Qualquer dano que as empresas provocarem sobre a flora e a fauna, a água ou os habitats tem de ser pago. As implicações financeiras desta lei comunitária não afectarão só as empresas em si mas também quem lhes está a montante, ou seja, bancos e seguradoras.

No relatório são apontados quais os sectores mais expostos aos riscos relacionados com a biodiversidade. Em primeiro lugar, estão aqueles que têm um impacto directo, como a exploração de gás e petróleo, a mineira e a construção, assim como os sectores que podem ter impactos ao longo das suas cadeias de abastecimento como é o mercado alimentar retalhista. Em segundo lugar, estão aqueles que dependem dos serviços prestados pelos ecossistemas, como é o caso do turismo, pescas, agricultura e floresta.

Esta exposição abrange, por isso, um universo imenso de empresas, para quem os bancos e seguradoras têm de olhar com redobrada atenção para conseguirem avaliar o risco, reflectindo-o nos serviços que prestam. Para que isso seja possível, o relatório (disponível em www.iucn.org) tenta dar pistas ao sector financeiro sobre como incluir a biodiversidade nas suas análises de risco.

Mas a biodiversidade também começa a oferecer oportunidades de negócio, calculando-se que este mercado possa ultrapassar os 60 mil milhões de dólares em 2010.

Ana Fernandes
publicado por saqv_ps às 13:04


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