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Quarta-feira, 04 de Julho de 2007

cigarro.jpgO tabaco foi responsável por custos na ordem dos 434 milhões de euros em internamentos hospitalares, medicamentos, consultas e exames, só em 2005, segundo uma estimativa divulgada pelo Infarmed.

De acordo com um estudo realizado por investigadores da Universidade Católica Portuguesa e da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, os internamentos motivados pelo tabagismo custaram 126 milhões de euros, uma verba que acresce aos mais de 308 milhões gastos em medicamentos, consultas e meios complementares de diagnóstico.

Se os fumadores portugueses tivessem deixado o vício, poderiam ter sido poupados cerca de 144 milhões de euros, dos quais 64 milhões em internamentos e 80 milhões em cuidados ambulatórios.

O estudo «Carga e Custos da Doença Atribuível ao Tabagismo em Portugal», baseado em dados de 2005, estima ainda que cerca de 12% das mortes registadas no país há dois anos tenham sido provocados pelo tabaco.

Em termos de perdas de saúde, calculadas não só pela morte prematura, mas também pelos níveis de incapacidade, os cigarros foram responsáveis por 146 mil anos de vida perdidos.

Destes, 51 mil poderiam ter sido recuperados caso os fumadores portugueses tivessem deixado os cigarros. No total, a cessação tabágica levaria a uma redução de 5,8% nas taxas de mortalidade em Portugal.

Os casos de cancro nos lábios, cavidade oral e faringe, por exemplo, diminuiriam para metade nos homens portugueses, se estes deixassem de fumar, o mesmo sucedendo com as neoplasias malignas da traqueia, pulmões e brônquios, cuja incidência registaria um decréscimo de 45%.

A propósito do Dia Mundial Sem Tabaco, assinalado a 31 de Maio, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou a proibição total do fumo nos locais públicos e de trabalho, lembrando que a cada oito segundos morre uma pessoa vítima de uma doença relacionada com o tabagismo.

Os números da OMS revelam que, actualmente, um em cada dez adultos morre devido ao fumo, sendo que se o padrão actual se mantiver, o tabaco será responsável pela morte anual de 10 milhões de pessoas, em 2020.

Das cerca de 650 milhões de pessoas que actualmente fumam em todo o mundo, metade acabará por morrer vítima do tabaco.

Em Portugal, uma em cada cinco pessoas fuma, um vício partilhado por 31% dos homens e 10,3% das mulheres, segundo dados de 2005.

De acordo com o Eurobarómetro divulgado no mês passado, cerca de metade dos fumadores portugueses quer deixar de fumar, mas apenas um em cada três o tenta realmente.

Diário Digital / Lusa
publicado por saqv_ps às 08:11


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