Este Blog pretende ser também um traço de união entre quem sente, interpreta e decide o Ambiente e a Qualidade de Vida.
Quinta-feira, 05 de Julho de 2007

UE.jpgA Comissão Europeia promove, entre hoje e sexta-feira, uma Conferência Mundial sobre Biocarburantes, na qual participarão líderes políticos como o presidente do Brasil, Lula da Silva, o presidente em exercício da UE, que é o primeiro-ministro português, José Sócrates, o líder da Comissão Europeia, Durão Barroso, assim como académicos e representantes de companhias do sector.
Os principais biocombustíveis são:

- Bioetanol: este álcool, que se utiliza como combustível para veículos, normalmente misturado com outros carburantes, obtém-se a partir de açúcares ou produtos orgânicos como a beterraba, os cereais, o trigo e a cana de açúcar (cuja produção o Brasil lidera). Na UE, utiliza-se uma modalidade deste combustível, o chamado ETBE (o éter etilter-butil).

- Biodiesel: Este biocombustível sintético líquido obtém-se a partir de gorduras naturais como azeites de palma, girassol, colza ou soja. Também são conhecidos como biogasóleo ou diester. Em Espanha é possível comprar biodiesel, misturado com combustível fóssil, em mais de 250 gasolineiras. Em Portugal, também é possível adquirir biodiesel, mas em menor número de postos de abastecimento. Durante a guerra colonial, há trinta anos, viaturas pesadas portuguesas Berliet-Tramagal já utilizavam óleo de palma como combustível, dadas as dificuldades de reabastecimento das zonas mais remotas no interior de Angola.

- Biogás: Este combustível obtém-se a partir das reacções de degradação da matéria orgânica. Chama-se biogás à mistura constituída por metano CH4 e dióxido de carbono, para além de outros gases como hidrogénio, nitrogénio e sulfureto de hidrogénio.

- Biocarburantes de segunda geração: além dos biocarburantes tradicionais existem outros de segunda geração, produtos que na sua maioria estão em fase de desenvolvimento e que ainda não se comercializam.

Entre estes, destaca-se o obtido a partir da transformação de linhocelulosa ou pasta de papel, em cujo desenvolvimento já se trabalha em três fábricas-piloto na UE, sedeadas na Espanha, Suécia e Dinamarca.

Este biocarburante também recebeu o impulso do governo norte-americano, com 385 milhões de dólares em 2007.

Estão a ser investigadas outras tecnologias para converter a biomassa em biocarburantes líquidos, como o biodiesel Fischer-Tropsch e o bio-DME (biodimetileter) ou o gás natural sintético, que se pode produzir tanto a partir de recursos fósseis como renováveis.

Vantagens e inconvenientes dos biocarburantes: apesar das vantagens dos biocombustíveis, estes também suscitam críticas como a possibilidade de que possam fazer disparar os preços dos alimentos de primeira necessidade, por causa da matéria agrícola que se destina a estes carburantes ou dúvidas sobre os seus verdadeiros benefícios ambientais.

O biodiesel emite menos CO2 para a atmosfera - entre 50 a 60 por cento do que os outros combustíveis tradicionais -, pelo que, à priori, resulta mais favorável para o meio ambiente.

Mas, como as emissões contaminantes persistem, embora em menores quantidades, alguns especialistas advogam a necessidade de aumentar as colheitas de cereais para absorver o CO2.

Outras vantagens atribuídas aos biocombustíveis é que permitem reduzir a dependência das importações de combustíveis tradicionais e criam novas oportunidades de mercado para o sector agrícola.

Os mais críticos denunciam que se esteja a utilizar matérias-primas alimentares para o fabrico de biocarburantes.

Pensa-se que um aumento da utilização destes produtos agrícolas para o fabrico de bioetanol poderia provocar o encarecimento destes produtos básicos, como ocorreu o ano passado no México com o milho, ingrediente básico para o fabrico de tortilhas.

As organizações ambientais temem que a extensão das monoculturas, para produzir bioetanol e biodiesel, provoque uma redução dos habitats animais e a desflorestação de áreas como a Amazónia.

Por outro lado, outros cépticos sublinham que as viaturas não estão preparadas para abastecer-se de uma mistura de bioetanol superior a 10 por cento, pelo que o mercado deste biocombustível é limitado sem a prévia transformação dos veículos.

No passado mês de Março, os líderes da UE comprometeram-se a que, até 2020, 20 por cento da energia consumida nos seus países provenha de fontes renováveis, com um mínimo de 10 por cento de biocombustíveis no caso da gasolina e gasóleo para transporte.

O biodiesel ocupa o primeiro lugar entre os biocombustíveis mais utilizados na UE, com cerca de três milhões de toneladas, seguido pelo biodiesel, com 877 mil toneladas, e outros tipos de carburantes ecológicos - essencialmente o biogás -, com 649 mil toneladas.


Lusa / SOL
publicado por saqv_ps às 09:54

Quarta-feira, 04 de Julho de 2007

cigarro.jpgO tabaco foi responsável por custos na ordem dos 434 milhões de euros em internamentos hospitalares, medicamentos, consultas e exames, só em 2005, segundo uma estimativa divulgada pelo Infarmed.

De acordo com um estudo realizado por investigadores da Universidade Católica Portuguesa e da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, os internamentos motivados pelo tabagismo custaram 126 milhões de euros, uma verba que acresce aos mais de 308 milhões gastos em medicamentos, consultas e meios complementares de diagnóstico.

Se os fumadores portugueses tivessem deixado o vício, poderiam ter sido poupados cerca de 144 milhões de euros, dos quais 64 milhões em internamentos e 80 milhões em cuidados ambulatórios.

O estudo «Carga e Custos da Doença Atribuível ao Tabagismo em Portugal», baseado em dados de 2005, estima ainda que cerca de 12% das mortes registadas no país há dois anos tenham sido provocados pelo tabaco.

Em termos de perdas de saúde, calculadas não só pela morte prematura, mas também pelos níveis de incapacidade, os cigarros foram responsáveis por 146 mil anos de vida perdidos.

Destes, 51 mil poderiam ter sido recuperados caso os fumadores portugueses tivessem deixado os cigarros. No total, a cessação tabágica levaria a uma redução de 5,8% nas taxas de mortalidade em Portugal.

Os casos de cancro nos lábios, cavidade oral e faringe, por exemplo, diminuiriam para metade nos homens portugueses, se estes deixassem de fumar, o mesmo sucedendo com as neoplasias malignas da traqueia, pulmões e brônquios, cuja incidência registaria um decréscimo de 45%.

A propósito do Dia Mundial Sem Tabaco, assinalado a 31 de Maio, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou a proibição total do fumo nos locais públicos e de trabalho, lembrando que a cada oito segundos morre uma pessoa vítima de uma doença relacionada com o tabagismo.

Os números da OMS revelam que, actualmente, um em cada dez adultos morre devido ao fumo, sendo que se o padrão actual se mantiver, o tabaco será responsável pela morte anual de 10 milhões de pessoas, em 2020.

Das cerca de 650 milhões de pessoas que actualmente fumam em todo o mundo, metade acabará por morrer vítima do tabaco.

Em Portugal, uma em cada cinco pessoas fuma, um vício partilhado por 31% dos homens e 10,3% das mulheres, segundo dados de 2005.

De acordo com o Eurobarómetro divulgado no mês passado, cerca de metade dos fumadores portugueses quer deixar de fumar, mas apenas um em cada três o tenta realmente.

Diário Digital / Lusa
publicado por saqv_ps às 08:11

Segunda-feira, 02 de Julho de 2007

energetica_s.jpgSe todas as famílias portuguesas fizessem pequenas alterações no consumo de electricidade, o país conseguiria reduzir 0,4% das emissões de CO2 em relação aos dados de 1990, e ficava mais próximo das metas do Protocolo de Quioto. Desligar os equipamentos por completo e mudar para lâmpadas mais económicas são dois dos conselhos da Quercus

O consumo de electricidade pode ser significativamente reduzido com pequenas alterações de comportamento, que não afectam o conforto das famílias portugueses, conclui a Quercus após quase dois anos de acompanhamento de 30 famílias.

O projecto ecofamílias da associação ambientalista pretende «avaliar os consumos energéticos no sector doméstico e implementar medidas com vista à redução» dos mesmos.

A Quercus observa assim que os consumos de stand-by e off-power dos equipamentos de entretenimento e informática (como televisores, aparelhagens de som, computadores, etc) representam uma «fatia nada desprezável na factura energética total».

Nas casas onde se passou a desligar por completo estes equipamentos e se passou a usar correctamente os electrodomésticos (passando a fazer, por exemplo, a descongelação) atingiu-se uma poupança média de 6% do consumo total de electricidade mensal. Esta alteração representa uma redução de 17€ na factura mensal e 74,7 kg/CO2 por mês no global das 30 ecofamílias.

A esta alteração ainda se pode acrescentar a mudança de lâmpadas, pois os portugueses continuam a usar maioritariamente lâmpadas incandescentes, as que consomem mais.

Casas com pouca eficiência energética

Por outro lado, a maior parte das famílias vive numa situação de desconforto térmico, derivada de problemas de isolamento, o que obriga a um recurso sistemático ao aquecimento durante o Inverno, sobretudo ao irradiador a óleo. Na maior parte dos casos, os ambientalistas registaram temperaturas inferiores a 18º C.

A generalidade dos ‘ecoapartamentos’ estudados tem uma construção anterior a 1990, paredes simples sem isolamento (52%), sombreamento através de estores e orientação solar a Este e Sul.

Na cozinha, o frigorífico representa 9% do consumo total de electricidade; a máquina de lavar a roupa um gasto de 4% e o micro-ondas 3%. Os equipamentos de entretenimento representam 9% da despesa mensal e as lâmpadas consomem 10%.

Outra das recomendações da Quercus para reduzir o consumo eléctrico é a substituição dos contadores para o sistema de contagem bi-horário.

Sol/Ioli Campos
publicado por saqv_ps às 08:48


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