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Segunda-feira, 26 de Novembro de 2007

BARRAGEM_3.jpgA Barragem do Alqueva, no Alentejo, já possui condições para abastecer de água a casa de milhares de alentejanos, numa terra ciclicamente martirizada pela seca, como se teme para os próximos meses. O Alqueva tornar-se-á o maior lago artificial da Europa.

Ao longo dos próximos três anos, as águas de Alqueva vão abastecer progressivamente as casas de dois terços dos habitantes (200 mil) dos distritos de Évora e Beja. A operação, em caso de emergência, poderá começar a qualquer hora. O abastecimento público de água a partir do Alqueva ainda não está em funcionamento porque as pequenas barragens complementares do sistema, como Monte Novo, apresentam elevados caudais. Em declarações à Lusa, o administrador delegado da Águas do Centro Alentejo, António Ventura, afirma que “a Barragem do Monte Novo está quase cheia. Por isso, não há necessidade, por enquanto, de reforço do caudal com água oriunda do Alqueva”.

Carlos Silva, porta-voz da Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas de Alqueva, garantiu que já estão operacionais as infra-estruturas para a transferência de água de Alqueva para a Barragem do Monte Novo, próximo de Évora.

A partir da “albufeira-mãe” (Alqueva), as águas vão percorrer 40 quilómetros de canais que atravessam os campos alentejanos, passando por quatro pequenas barragens intermédias e um reservatório de regularização. A “viagem” termina no Monte Novo, albufeira que já abastece Évora e vai passar a contemplar, a partir deste mês, os concelhos de Reguengos de Monsaraz e Mourão, abrangendo 70 mil habitantes. A garantia é do responsável da Águas do Centro Alentejo, António Ventura. O responsável reconhece que se registaram alguns atrasos nas obras de instalação de condutas até Mourão e Reguengos de Monsaraz, devido a “problemas com a libertação de terrenos. Agora, as infra-estruturas já estão todas concluídas e testadas e encontramo-nos na fase final de instalação da telegestão”, assegura, acrescentando que o sistema “pode, se necessário, começar a funcionar a qualquer momento”.

De acordo com o administrador delegado da Águas do Centro Alentejo, em casos de maior escassez de água, o Alqueva está em condições de garantir a recarga do Monte Novo com “água em quantidade e qualidade” para abastecimento às populações. Com as alterações, Reguengos de Monsaraz vai deixar de ser abastecido pela Barragem da Vigia, represa hidro-agrícola, que passará a alimentar apenas o concelho vizinho de Redondo (7.500 habitantes) Por isso, poderá ter maior disponibilidade de água para regadio.

Alk.jpgMaior lago artificial

Depois de alimentar o sistema do Monte Novo, as águas de Alqueva vão chegar, progressivamente, até 2009, a outras povoações alentejanas, contemplando mais de 200 mil dos 300 mil habitantes dos distritos de Beja e Évora. Através da albufeira de Alvito, as águas de Alqueva vão chegar, em 2008, aos concelhos de Alvito, Cuba, Vidigueira, Portel e Viana do Alentejo. Em 2009, a ligação à albufeira do Enxoé permitirá abastecer as populações de Serpa e Mértola, na margem esquerda do Guadiana. No mesmo ano, será a vez dos habitantes de Beja e Aljustrel provarem a água de Alqueva, através da ligação à albufeira do Roxo.

Além de garantir o abastecimento de água às populações, as principais valências do Alqueva, considerada uma reserva estratégica de água, passam também pela produção de energia hidroeléctrica, criação de 110 mil hectares de regadio e desenvolvimento turístico, além dos desportos náuticos.

Com as comportas fechadas desde 8 de Fevereiro de 2002, o Alqueva vai armazenar 4.150 hectómetros cúbicos de água quando estiver à sua cota máxima (152), tornando-se então o maior lago artificial da Europa, com uma área de 250 quilómetros quadrados e 1.100 quilómetros de margens.

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Quase nove mil hectares de regadio
O projecto Alqueva já rega 8.811 hectares e prevê-se que atinja os 110 mil com a conclusão de todas as infra-estruturas de regadio até 2013. Após 11 anos de obras, cerca de seis a encher e um investimento superior a 1,2 mil milhões de euros, distribuído pelas valências agrícola, hidroeléctrica e de abastecimento público, este projecto estruturante para o Alentejo, permite regar, abastecer populações e produzir energia eléctrica. A albufeira do Alqueva, no Guadiana, começou a encher em Fevereiro de 2002 e actualmente está a 77,6 por cento da sua capacidade total, à quota de 147,52 metros.

A Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva (EDIA) já tem assegurados os 960 milhões de euros para a conclusão do projecto até 2013, depois de inicialmente prevista para 2025, revista para 2015 e recentemente antecipada em dois anos. Dos 110 mil hectares de regadio a criar, as infra-estruturas de Alqueva já abastecem, através da rede secundária, 5.820 hectares no concelho de Ferreira do Alentejo (Beja) e 591 hectares na aldeia da Luz, no concelho de Mourão (Évora). A estes, juntam-se 2.400 hectares de dois blocos de rega do Aproveitamento Hidroagrícola do Monte Novo (Évora), que irá beneficiar de um total de 7.714.

Com as várias obras, a EDIA garante que serão alcançados os 53.187 hectares de regadio estabelecidos para 2009. O projecto global implicará um investimento total acumulado de 2,1 mil milhões de euros, até 2013. Alqueva já é o maior lago artificial de Portugal e, quando atingir a capacidade total de armazenamento, à cota 150, será o maior da Europa, com uma área de 250 quilómetros quadrados e cerca de 1.160 quilómetros de margens.

in Correio da Manhã
publicado por saqv_ps às 08:45


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