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Sexta-feira, 15 de Junho de 2007

hurricane-ritaLG.jpgChegou a temer-se um furacão, mas quando chegou à costa Norte de Portugal, no Outono de 2005, o Vince já era só tempestade tropical. Choveu muito, o vento foi um pouco mais forte, e pronto. Mas para Peter Hoeppe, cientista sénior da Munich Re, a maior resseguradora (seguradora de seguradoras) do mundo, o Vince foi sobretudo um sinal. O de que Portugal e a Europa poderão estar na rota dos furacões, nos próximos 20 anos.

A culpa, diz o especialista, é das alterações climáticas e o facto de o Vince ter existido - e de ter chegado à Península Ibérica - é a melhor demonstração de que algo está a acontecer nas águas do Atlântico em consequência do aquecimento global.

Para Hoeppe, além das crescentes perdas humanas que estes fenómenos climáticos acarretam, os prejuízos, que nesta última década dispararam, e que ele prevê que continuem a crescer, são uma verdadeira dor de cabeça.

Em entrevista à Bloomberg, citada pela Lusa, o especialista da Munich Re prevê que nos próximos 20 anos um tempestade pode originar perdas de 74 mil milhões de euros.

Para se perceber a dimensão que os prejuízos já estão a assumir, aqui um exemplo avançado pelo especialista da Munich Re. Em 2004, o estado da Flórida foi atingido por quatro furacões de grande intensidade numa única temporada, o que por si só foi um recorde absoluto desde que os Estados Unidos fazem registos de furacões. Os custos ascenderam a cerca de 70 mil milhões de euros - outro recorde.

Com o aquecimento global a acontecer e os seus efeitos a tomarem conta do planeta, Hoeppe prevê que a situação vai piorar. É que uma das condições essenciais para a formação de furacões é o aquecimento das águas superficiais do oceano. E isso, dizem os cientistas, já está a acontecer. Foi essa tendência, aliás, que esteve associada ao número e intensidade excepcionais dos furacões no Atlântico, em 2004.

Sobre a próxima temporada, o especialista da resseguradora alemã acredita que ela pode ser a mais intensa de sempre porque este ano, justamente, não está a ocorrer o El Niño no Pacífico.

El Niño é um fenómeno climático cíclico, que ocorre a intervalos de três a cinco, ou sete, anos no Pacífico e que se caracteriza por um aquecimento superficial rápido das águas naquele oceano, com repercussões no clima global. "Nos anos em que ocorre El Niño não se formam tantos furacões no Atlântico, como aconteceu, aliás, no ano passado", explicou ao DN Ricardo Trigo, investigador do Centro de Geofísica da Universidade de Lisboa.

Hoeppe, diga-se, não costuma enganar-se nas suas previsões. Este inverno previu uma grande tempestade na Europa, depois de observar que havia menos neve na região devido às temperaturas amenas. Não se enganou. Em Janeiro, a tempestade Kyrill varreu a Europa, deixando 40 mortos pelo caminho, na Grã-Bretanha, França e Alemanha.

in DN
publicado por saqv_ps às 08:12


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