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Segunda-feira, 19 de Março de 2007

EuropeFlag_new3.jpgDentro de treze anos, a União Europeia conta emitir menos 20% de dióxido de carbono (CO2), gerador do aquecimento global, e consumir um mínimo de 20% de energias renováveis. Estes objectivos, de carácter vinculativo, foram assumidos, em Bruxelas, onde se chegou a acordo quanto a uma série de propostas elaboradas pela Comissão presidida por Durão Barroso.

Ficou consagrado que, até 2020, haverá um mínimo de 10% de biocombustíveis, especialmente nos transportes. A cimeira abriu a porta à proibição das lâmpadas incandescentes, até ao fim da década, substituídas por versões fluorescentes, mais económicas e amigas do ambiente.

Para o primeiro-ministro português, José Sócrates, estas conclusões foram "o maior contributo dos últimos anos, não só para o crescimento económico, mas também para a inovação". Sócrates sublinhou que Portugal é um dos países mais avançados da Europa, em matéria de energias renováveis, e fez notar que "aquilo que ficou aprovado, para os próximos anos, significa investimento e um contributo para mais empregos e para maior crescimento económico".

Durão Barroso considerou que o resultado ultrapassou as suas expectativas. O presidente da Comissão Europeia, que apostava forte nesta estratégia, escusou-se a colocar a situação em termos pessoais, mas mostrou-se "muito orgulhoso do trabalho da Comissão". Além dos esforços da Comissão, foi importante o trabalho da presidência alemã da UE, onde a chanceler Merkel, estreante nestas funções comunitárias, tem muito prestígio em jogo.

O acordo, obtido com o pano de fundo das preocupações com o aquecimento global e receios quanto à segurança do abastecimento de combustíveis, foi alcançado após negociações difíceis. Houve divergências quanto ao carácter vinculativo na decisão sobre energia renovável. Os países de Leste, assim como a França, opunham-se a este tipo de obrigação, preferindo ter margem de manobra no sector.

Os novos Estados do Leste estavam preocupados com os custos elevados da transformação necessária. Por isso, a cimeira consignou o estabelecimento de "objectivos globais nacional diferenciados", que teria em atenção apoios justos e adequados. Os países mais avançados poderiam compensar os atrasos dos parceiros com menos possibilidades, de modo a garantir a meta global europeia.

A França queria consagrar o uso da energia nuclear, possibilidade viabilizada, no quadro da flexibilidade na escolha de fontes, embora com uma advertência quanto à necessidade da segurança. Depois de se congratular com a adopção de metas vinculativas, em nome da credibilidade da política energética, Sócrates sublinhou: "Isto não é retórica. É a sério. A Europa quer liderar o combate contra as alterações climáticas."
publicado por saqv_ps às 08:50


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