Este Blog pretende ser também um traço de união entre quem sente, interpreta e decide o Ambiente e a Qualidade de Vida.
Quarta-feira, 25 de Outubro de 2006

garbage.jpg -Resíduos

O esforço realizado, neste domínio, por Portugal nos últimos dez anos, é louvável e tem merecido reconhecimento internacional.
A pressão que entretanto se faz sentir sobre as tarifas cobradas aos municípios para eliminação dos resíduos sólidos urbanos (RSU) pelos sistemas do Grupo AdP/EGF, designadamente, as de origem administrativa, tem vindo a assumir aspectos preocupantes mais sensíveis numa conjuntura onde as autarquias afirmam fortes dificuldades na obtenção de crédito. Considera esta Secção que os encargos administrativos a aplicar aos sistemas pluri e multimunicipais de recolha e eliminação de RSU deveriam considerar as limitações operacionais de cada sistema.
Neste domínio, a SAQV defende uma intensificação das políticas de redução, reciclagem e reutilização, bem como assegurar as necessárias infra-estruturas de tratamento e eliminação. É necessário recuperar o atraso no cumprimento das metas europeias de reciclagem e valorização e apoiar mecanismos tendentes a uma tarifa nacional única de utilização para municípios e cidadãos.
Deverão ser fixados objectivos claros que permitam identificar e fazer a triagem dos produtos com valorização económica e/ou energética, implementar um plano nacional para aumento da taxa de reciclagem das embalagens de plástico e estudar a possibilidade de instalação de unidades de tratamento mecânico e biológico com lavagem do plástico, bem como a promoção da reutilização de plásticos vários.

Ainda neste domínio, deve ser actualizada a legislação sobre os Veículos em Fim de Vida e sobre Resíduos de Equipamento Eléctrico e Electrónico (REEE), tendo como objectivo facilitar a instalação de empresas de descontaminação e desmantelamento em zonas industriais.
A Sociedade Ponto Verde (SPV) deve retribuir de forma justa e atempada aos sistemas pluri e multimunicipais as compensações pelos investimentos e operação em recolha selectiva.
No que se refere aos resíduos industriais perigosos (RIP), Portugal deverá respeitar o princípio da auto-suficiência que norteia a política europeia de resíduos, reduzindo a prespectiva de exportação. Para além das medidas de prevenção para reduzir a produção deste tipo de resíduos, Portugal continua a precisar de aterros para resíduos industriais perigosos e de assegurar a eliminação, por incineração, da fracção restante de RIP que não tiverem melhor alternativa de tratamento.
[Error: Irreparable invalid markup ('<img [...] /align>') in entry. Owner must fix manually. Raw contents below.]

<img alt="garbage.jpg" src="http://ambientequalvida.blogs.sapo.pt/arquivo/garbage.jpg" width="266" height="200" border="0"align="left" hspace="10"><font size=4> -Resíduos</font>

O esforço realizado, neste domínio, por Portugal nos últimos dez anos, é louvável e tem merecido reconhecimento internacional.
A pressão que entretanto se faz sentir sobre as tarifas cobradas aos municípios para eliminação dos resíduos sólidos urbanos (RSU) pelos sistemas do Grupo AdP/EGF, designadamente, as de origem administrativa, tem vindo a assumir aspectos preocupantes mais sensíveis numa conjuntura onde as autarquias afirmam fortes dificuldades na obtenção de crédito. Considera esta Secção que os encargos administrativos a aplicar aos sistemas pluri e multimunicipais de recolha e eliminação de RSU deveriam considerar as limitações operacionais de cada sistema.
Neste domínio, a SAQV defende uma intensificação das políticas de redução, reciclagem e reutilização, bem como assegurar as necessárias infra-estruturas de tratamento e eliminação. É necessário recuperar o atraso no cumprimento das metas europeias de reciclagem e valorização e apoiar mecanismos tendentes a uma tarifa nacional única de utilização para municípios e cidadãos.
Deverão ser fixados objectivos claros que permitam identificar e fazer a triagem dos produtos com valorização económica e/ou energética, implementar um plano nacional para aumento da taxa de reciclagem das embalagens de plástico e estudar a possibilidade de instalação de unidades de tratamento mecânico e biológico com lavagem do plástico, bem como a promoção da reutilização de plásticos vários.

Ainda neste domínio, deve ser actualizada a legislação sobre os Veículos em Fim de Vida e sobre Resíduos de Equipamento Eléctrico e Electrónico (REEE), tendo como objectivo facilitar a instalação de empresas de descontaminação e desmantelamento em zonas industriais.
A Sociedade Ponto Verde (SPV) deve retribuir de forma justa e atempada aos sistemas pluri e multimunicipais as compensações pelos investimentos e operação em recolha selectiva.
No que se refere aos resíduos industriais perigosos (RIP), Portugal deverá respeitar o princípio da auto-suficiência que norteia a política europeia de resíduos, reduzindo a prespectiva de exportação. Para além das medidas de prevenção para reduzir a produção deste tipo de resíduos, Portugal continua a precisar de aterros para resíduos industriais perigosos e de assegurar a eliminação, por incineração, da fracção restante de RIP que não tiverem melhor alternativa de tratamento. <img alt="Pneus011.jpg" src="http://ambientequalvida.blogs.sapo.pt/arquivo/Pneus011.jpg" width="220" height="165" border="0" /align="right" hspace="10">

Elaborar um programa de recolha selectiva de óleos alimentares usados e gorduras para a produção de biodiesel, a par de um incentivo para o desenvolvimento da investigação em bio-oil produzido por pirólise de baixa temperatura, num processo acelerado similar ao ocorrido na natureza para a formação do petróleo.
A glicerina resultante do processo de obtenção de biodiesel deve ser considerada um subproduto e nunca um resíduo com destino a queima ou a aterro sanitário, pelo que deverá constituir uma matéria-prima para novos combustíveis por um processo químico adequado para obtenção de gasolina, gasóleo, propano, etc.
Efectuar um estudo exaustivo das condições de obtenção de biomassa florestal e agrícola para uso energético de modo a que o manto vegetal nunca seja danificado, produzindo a desertificação dos solos e a erosão pela chuva e cheias, o que ainda reduziria drasticamente a capacidade de armazenamento das albufeiras pela acumulação dos sedimentos transportados. O referido estudo serviria para a elaboração de regulamentação específica quanto à recolha e roça de resíduos vegetais e também como avaliação do potencial de energia biomássica.
Criar regulamentação impondo que todos os produtores de energia por combustão da biomassa florestal disponham obrigatoriamente nas suas unidade de parques de secagem para aumento do poder calorífico efectivo da biomassa, ou maior eficiência da conversão energética, em alternativa à prática de armazenamento ao ar livre com sujeição às condições atmosféricas.
Deverá ser incentivado um plano de desenvolvimento da compostagem da biomassa com aproveitamento do biogás e ou gaseificação da biomassa proveniente de resíduos florestais e agro-alimentares.

<img alt="pollution.gif" src="http://ambientequalvida.blogs.sapo.pt/arquivo/pollution.gif" width="150" height="246" border="0"align="left" hspace="10"><font size=4>-Qualidade do Ar</font>

Deverá continuar a ser desenvolvida uma política concertada com o sector energético que melhore os níveis de qualidade do ar, nomeadamente nas áreas mais poluídas.
As zonas urbanas que registam índices de poluição elevados deverão ser objecto de medidas de descriminação positiva de forma a inverterem situações graves verificadas. A monitorização do sistema de qualidade do ar não pode ter um carácter passivo, devendo ser articulado com acções de ordenamento do território e racionalização dos transportes.
No que concerne a Quioto, Portugal esteve demasiado tempo inerte, pelo que os indicadores e metas apresentam evidentemente valores preocupantes. Afigura-se-nos, contudo, que a estratégia presentemente adoptada é, dentro do possível, a adequada para tentar minorar esta dificuldade, merecendo o nosso apoio.
Se o mercado de emissões pode ser usado em termos de emissões localizadas, a poluição difusa - por exemplo no caso dos transportes, da habitação, das florestas, etc. - é muito difícil de controlar e necessita de um empenho forte e concreto das autoridades que as tutelam, não bastando verbalizações de bons intuitos para solucionar a questão.
No caso dos transportes, por exemplo, é muito duvidoso que se consigam implementar as medidas anunciadas, que são recorrentes e que exigem uma disponibilidade de serviços públicos de transporte que não existe, nem virá a existir a tempo.
Para se perspectivar um cumprimento dos compromissos nacionais de Quioto, há, pois, de encontrar formas de realmente agir no sector e, de forma coordenada com os Transportes, as Finanças e a Agricultura, encontrar processos de sensibilizar a população e a interessar, mesmo economicamente, no cumprimento dos desideratos ambientais.
Também o impacte dos incêndios na qualidade do ar, nomeadamente em termos de emissão de gases de efeito de estufa GEE, deve ser estudado e, eventualmente, servir de factor atenuante nas “contas de Quioto”, a prestar futuramente.

<img alt="hist01.jpg" src="http://ambientequalvida.blogs.sapo.pt/arquivo/hist01.jpg" width="254" height="185" border="0"align="right" hspace="10"><font size=4>-Indústria</font>

A protecção do Ambiente é uma pedra angular no surgimento de novas unidades industriais.
Destacamos as previstas centrais de biomassa com a vantagem acrescida de contribuírem para o desaparecimento de algumas condições físicas de propagação dos fogos florestais.
A SAQV evidencia fundada preocupação sobre o cumprimento da directiva IPPC (Integrated Prevention Poluiton Control) e o diminuto impacto do EMAS (Eco Management and Audit Scheme) no sector.
A SAQV considera ainda que o comportamento ambiental das indústrias nacionais, deveria ser incrementado em melhoria contínua através do cumprimento de objectivos para os quais estariam previstas compensações fiscais e apoios financeiros proporcionais às demonstrações dos objectivos regularmente conquistados.

Nos processos de privatização o Governo deve ser o garante de que as unidades a privatizar obedecem a toda a tramitação ambiental, designadamente a relativa a impactes negativos sobre as populações vizinhas.


(continua)
publicado por saqv_ps às 09:04

De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres



Copiar caracteres

 




mais sobre mim
pesquisar
 
Outubro 2006
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
13
14

15
17
19
20
21

24
26
27
28

29
31


Últ. comentários
pelo visto o plano do governo nao deu certo..
"Se as contas forem feitas de acordo com toda a ág...
Sinceramente estava mais que na altura... já a his...
Como é que é possível a média em Portugal ser de 1...
é isso ai, Alan, vc já expressou mto bem as palavr...
Parabéns á Sofia Guedes Vaz, pelo belo projeto des...
hf4YJU <a href=\"http://ukuhehkemvit.com/...
Está na hora do PS se ir embora
"As empresas de construção têm à sua disposição um...
Realmente, como é que jornalistas e quercus fazem ...
subscrever feeds