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Quinta-feira, 01 de Junho de 2006

burropreto.jpgPorque na Europa dos 15 «tem a menor média das emissões de dióxido de carbono associada a veículos novos»

A Indústria Automóvel continua a falhar no combate às alterações climáticas e no compromisso feito à União Europeia de diminuir o nível de dióxido de carbono produzido por viatura, indicam dados divulgados pela associação ambientalista Quercus.

Numa nota de imprensa enviada à agência Lusa, a Quercus explica que «melhorar a eficiência é um factor chave no combate às alterações climáticas porque quanto mais combustível um carro usa, mais dióxido de carbono (CO2) é emitido para a atmosfera».
De acordo com os ambientalistas, a Associação Europeia de Construtores Automóveis (ACEA) comprometeu-se em 1998, junto da Comissão Europeia, diminuir até 2008 as emissões de dióxido de carbono para uma média de 140 gramas por carro novo.

No entanto, segundo dados divulgados pela Federação Europeia de Transporte e Ambiente (T&E), durante o ano passado os construtores europeus venderam carros que produzem em média 160 gramas de CO2 por quilómetro, «apenas um por cento menos do que no ano anterior (2004)».

«Os construtores precisam agora de uma taxa de melhoria sem precedentes de 4,3 por cento ao ano para nos próximos três anos alcançarem a promessa efectuada. à data, a melhor performance foi de 2,9 por cento, registada em 2000», acrescentou a Quercus.
O caso português, no entanto, merece algum destaque, uma vez que dentro da Europa dos 15 «é aquele em que a média das emissões de dióxido de carbono associada a veículos novos é menor, com 145 gramas por quilómetro».

Para o exemplo ser seguido e melhorado, a Quercus lembra que as melhorias na eficiência «não são dispendiosas» e destaca que um relatório da Comissão Europeia mostrou que «o custo de atingir a meta da própria União Europeia de 120 gramas de CO2 por quilómetro seria em média de 557 euros por veiculo».

«Alcançar a meta da UE resultará em gastos de combustível 25 por cento menores», o que significaria «uma poupança de mil euros para um automóvel médio ao longo de três anos» aos preços actuais dos combustíveis, ressalva a associação ambientalista.

A associação lembra ainda que, entretanto, o director da Federação Europeia de Transporte e Ambiente acusou o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, de estar «sentado a olhar» enquanto a indústria automóvel se dedica a construir carros mais pesados e potentes, em vez de mais eficientes.
publicado por saqv_ps às 00:41

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