Este Blog pretende ser também um traço de união entre quem sente, interpreta e decide o Ambiente e a Qualidade de Vida.
Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2005

É histórico que grandes invenções estão associadas a conceitos simples, para os quais alguém olhou numa nova prespectiva, não raramente, motivada por outras necessidades.

Há cerca de duas semanas fomos surpreendidos pela divulgação de um incêndio numa encosta da serra da Estrela – em pleno Inverno, embora não chovesse havia já alguns dias – sendo o seu alastramento provocado por um vento forte. No resto do país porém, o vento era praticamente calmo. Estávamos perante um fenómeno local. O dia estava lindo por todo o lado; a temperatura à superfície (nível médio do mar) rondaria os 20º. Mas, a mil metros? Certamente entre os 0 e os 5º graus! Esta diferença térmica terá provocado um movimento convectivo do ar pela encosta da serra, da base para o cume (o ar mais quente sobe), favorecendo a propagação do fogo.

O esforço dos nossos dias em obter energias por fonte renovável terá provocado outro olhar sobre esta interpretação clássica do fenómeno meteorológico, vendo nele agora um produtor de energia. Como?

sdtgyhji.bmp O anteprojecto baseia-se numa torre com 1Km de altura, dupla da do Empire State Building, situada no centro de uma coroa circular - inscrita por uma circunferência com 2,5 Km de raio – transformada em estufa com cobertura em vidro inquebrável, de inclinação suave do centro para a periferia.

Esta estufa condiciona a dinâmica do ar aquecido no seu interior, obrigando-o a passar no seu movimento ascendente, com uma velocidade de entre 35 a 50Km/h, através de 32 turbinas situadas 40m acima do solo, gerando energia com uma potência de pico de 200 Mega watts.
enviromission.jpg O diâmetro da torre, cerca de 180m, facilitará a sua estabilidade e robustez. Cabos sob tensão serão ligados interiormente à componente metálica da estrutura – tal como os raios da roda de uma bicicleta – limitando a flexibilidade e torção desta quando exposta a ventos fortes.

Não há dúvida que funciona! – eficiente, segura e simples. Em 1982 o professor Jörg Schlaich’s de Stuttgart, Alemanha, construiu um protótipo com 200m de altura produzindo 50Kw, perto de Manzanares, Espanha. Hoje o projecto é proposto para Neds Corner, junto ao rio Murray a noroeste de Victoria, Australia.

O custo, cerca de 480 milhões de euros (95 milhões de contos), é comparável ao de uma unidade geradora termoeléctrica de 200Mw, 350 milhões de euros (70 milhões de contos) uma vez internalizados os custos ambientais.

Mais aqui...
publicado por saqv_ps às 13:11

É pena que não tenhamos capacidade para levar a cabo coisas destas...
Lus a 30 de Dezembro de 2005 às 14:01

Uma vez que não descobrem nada para desenvolver o Alentejo, e a desertificação (física e humana) avança permanentemente, poder-se-ia rentabilizar o espaço e as condições climatéricas para realizar um projecto similar.
JMC a 29 de Dezembro de 2005 às 16:13

É bom para o Alentejo...
LV a 29 de Dezembro de 2005 às 15:29



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