Este Blog pretende ser também um traço de união entre quem sente, interpreta e decide o Ambiente e a Qualidade de Vida.
Terça-feira, 13 de Dezembro de 2005

aguas.jpg

Por Patrick McLoughlin
ESTOCOLMO, Suécia (Reuters)

O risco de guerras serem detonadas por disputas em torno de fontes de água está aumentando por causa do crescimento da população mundial e do descaso com a questão, disseram cientistas na sexta-feira.

"Tivemos guerras do petróleo", afirmou William Mitsch, da Universidade Estadual de Ohio (EUA). "Isso aconteceu durante nossa época. Agora é possível que haja guerras da água."

Cientistas reunidos na conferência Semana Mundial da Água, iniciada no domingo em Estocolmo (Suécia), disseram que a ignorância e o descaso sobre a questão eram disseminados nos países mais ricos.

"Não sei o que abalará essas regiões, tirando-as do imobilismo. Isso só vai acontecer quando houver secas, doenças e guerras provocadas pela disputa em torno das fontes de água", afirmou Mitsch à Reuters.

Segundo o pesquisador, entre os pontos de atrito estaria o Oriente Médio.

"Se continuarmos nesse caminho, haverá mais conflitos", afirmou um relatório do Instituto Internacional de Administração da Água (IWMI).

Em virtude de a população mundial estar aumentando em taxas exponenciais, crescia também a pressão sobre as fontes responsáveis por fornecer água para beber e cozinhar, disseram os cientistas no encontro.

"Em 2025, haverá outros 2 milhões de pessoas para alimentar e 95 por cento dessas pessoas estarão vivendo em áreas urbanas", afirmou o professor Jan Lundqvist, do Instituto Internacional de Água de Estocolmo.

A resposta a esse problema é o investimento sustentável em infra-estrutura.

Estima-se que 80 bilhões de dólares são investidos todo ano em recursos hídricos, mas essa cifra precisaria ser ao menos duplicada, disse Frank Rijsberman, diretor-geral do IWMI.

"Acho que se olharmos para os números não conseguimos ver uma saída nos próximos anos", afirmou David Molden, também do IWMI. "Acho que chegaremos a uma crise real."
publicado por saqv_ps às 22:51

Plenamente de acordo. A água não deveria seixar de ser pública. A sua privatização apenas contribui para o agravamento das desigualdades e o enriquecimento dos bancos (e de grandes companhias do sector da água, quase todas estrangeiras).

Começo a achar que Manuel Alegre é que tem razão quando se mostra contrário à privatização das Águas. Infelizmente nunca houve uma discussão clara sobre o assunto no país e no partido socialista.
JMC a 16 de Dezembro de 2005 às 12:48

De facto, a água é de todos os bens que a natureza colocou à nossa disposição o mais vital e insubstituível para o Homem.
A água doce, porventura um bem cada vez mais escasso (afinal só cerca de 0,7% desta é acessível ao consumo humano) vem-se tornando crescente objecto de cobiça à escala mundial. E de facto, na observação das notas de imprensa das grandes cadeias noticiosas mundiais, assiste-se a uma tendência crescente em privatizar a água - nomeadamente através da pressão crescente de grandes multinacionais do sector – transformando-a em mera mercadoria com a qual se perspectivam grandes lucros.
A água passa assim de uma necessidade humana básica a simples mercadoria regida pela lei da oferta e da procura, num mercado desregulado pelo apetite empresarial e inépcia dos governantes.
Os Estados começam a lavar as suas mãos. A água deixa de ser um problema social e passa a um problema comercial. Num mundo cada vez mais globalizado, também se vende com lucro a água potável, tornando mais pobres os povos e nações mais sedentos de tal líquido.
A guerra pelo controle do acesso à água potável (por enquanto meramente económica) ainda está no seu início. Quem controla, detém um poder de vida ou de morte sobre milhões e milhões de pessoas. Estima-se que hoje 1,6 bilhão de pessoas têm grave insuficiência de água e em 2020 serão 3 biliões (numa população total estimada de 8 biliões de pessoas. Estas poderão ver negado o acesso à água porque não terão como adquiri-la e estarão sob risco de vida.
Há tempos o vice-presidente do Banco Mundial, Ismali Serageldin dizia: “Se as guerras do século XX foram por petróleo, as do século XXI serão por água potável”. E de facto, com a grande maioria da população mundial a viver junto a 250 bacias hidrográficas, assiste-se na actualidade a 50 conflitos armados no mundo por causa da falta de água. Destacamos algumas áreas ribeirinhas: a) A bacia do Tigre e do Eufrates é o centro do contencioso entre a Turquia, a Síria e o Iraque; b) a bacia do rio Jordão, entre Siria, Palestina, Israel, Jordânia e Líbano; c) a bacia do Ganges e do Indo entre Bengladesh, India e Paquistão e ainda; d) os focos de conflito nas bacias do Nilo e do Zambesi.
Deste modo, e face às estimativas apontadas, parece que os conflitos pela água só tenderão a aumentar.

FM a 14 de Dezembro de 2005 às 12:19



mais sobre mim
pesquisar
 
Dezembro 2005
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
14
15
17

18
20
22
23
24

25
27
31


Últ. comentários
pelo visto o plano do governo nao deu certo..
"Se as contas forem feitas de acordo com toda a ág...
Sinceramente estava mais que na altura... já a his...
Como é que é possível a média em Portugal ser de 1...
é isso ai, Alan, vc já expressou mto bem as palavr...
Parabéns á Sofia Guedes Vaz, pelo belo projeto des...
hf4YJU <a href=\"http://ukuhehkemvit.com/...
Está na hora do PS se ir embora
"As empresas de construção têm à sua disposição um...
Realmente, como é que jornalistas e quercus fazem ...