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Quinta-feira, 13 de Março de 2008

1ble.jpgAs alterações climáticas deverão provocar nos próximos 20 anos perdas acentuadas nas colheitas de países que já se confrontam com fome e malnutrição, conclui um estudo publicado hoje na revista Science. Em algumas regiões do Sul de África, por exemplo, a perda nas colheitas de milho rondará os 30 por cento.

O estudo foi feito por uma equipa coordenada por David Lobell, do programa de segurança alimentar e ambiente da Universidade de Stanford (EUA). Foram estudadas as 12 regiões onde as situações de fome são mais graves, de acordo com os dados da Organização para a Agricultura e Alimentação (FAO) das Nações Unidas. A maioria dessas regiões fica na Ásia, na África subsariana e na América Central.

A partir de 20 modelos que permitem prever as alterações climáticas, os investigadores verificaram que, em algumas regiões, a temperatura irá aumentar, em média, um grau. Por outro lado, haverá uma diminuição da precipitação em várias zonas do Sul de África, da Ásia do Sul, da América Central e do Brasil.

Depois, o novo cenário climático foi relacionado com as culturas daquelas regiões e as conclusões são preocupantes: o Sul de África poderá perder cerca de 30 por cento da sua principal cultura, o milho, o que terá fortes implicações na alimentação. E na Ásia do Sul, por exemplo, várias zonas perderão cerca de dez por cento de alguns dos principais alimentos, como o milho-painço, o milho e o arroz.

"A maioria dos cerca de mil milhões de pobres no mundo depende da agricultura para viver", sublinhou David Lobell, no comunicado que di-

vulga o estudo. "Infelizmente, a agricultura é a actividade humana mais vulnerável às mudanças do clima", acrescentou.

"Compreender onde é que as ameaças climáticas serão maiores, que culturas afectarão e em que escala temporal, será uma questão central no esforço para combater a fome e a pobreza nas próximas décadas".

Os investigadores procuraram estabelecer a relação entre as culturas e a sua vulnerabilidade às alterações climáticas. "Ficámos surpreendidos ao ver quanto e quão cedo certas regiões podem ser afectadas se não se adaptarem", salientou outro dos autores do estudo, Marshall Burke, também da Universidade de Stanford.

Mas se, por um lado, as conclusões do estudo apontam para o agrava-

mento das situações de fome em diversas regiões, também fornecem pistas sobre a forma de colmatar os danos.

Poderão efectuar-se mudanças simples e baratas, em alguns casos, como alterar a época de plantação ou mudar as espécies cultivadas. Mas, escrevem os autores, "os maiores benefícios resultarão de medidas mais dispendiosas, como o desenvolvimento de novas variedades de cultivo ou a expansão da irrigação".

Isabel Gorjão Santos
publicado por saqv_ps às 08:10

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