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Quinta-feira, 06 de Março de 2008

fumo.jpgOs líderes dos países que mais emitem gases com efeito de estufa – incluindo potências emergentes como a China, a Índia e o Brasil – podem vir a reunir-se durante próxima cimeira do G8, em Julho, no Japão. O G8 inclui as sete nações mais industrializadas do mundo, mais a Rússia. Mas, caso se concretize, o encontro paralelo sobre o aquecimento global incluiria 16 nações, mais a União Europeia.

Este foi um dos temas aflorados numa reunião, de nível intermédio, desses mesmos países, que se realizou em Honolulu, Havai. Foi o segundo encontro dos maiores poluidores, num processo lançado no ano passado pelo presidente norte-americano, George W. Bush, paralelo às negociações formais sobre o clima no âmbito das Nações Unidas.

A primeira reunião, em Setembro, foi marcada por dúvidas sobre a intenção daquele processo. Mas agora – depois da última conferência climática da ONU, em Dezembro, em Bali – o tom do diálogo mudou.

“As eventuais resistências ou suspeitas desapareceram”, disse ao PÚBLICO o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, que esteve em Honolulu, a convite da presidência eslovena da União Europeia. “Agora temos o Plano de Acção de Bali. O que quer que se faça nessa reunião das maiores economias tem de ser um contributo para o processo das Nações Unidas”.

Os encontros dos maiores emissores mundiais são encarados mais como uma troca de ideias e posições. “Não estamos a negociar, estamos a dialogar”, afirma Humberto Rosa.

“Agora estamos a ver os Estados Unidos a discutirem a matéria”, disse também Brice Lalonde, embaixador francês para as alterações climáticas, citado pela agência Reuters. “Mas, obviamente, aguardamos o próximo passo, que seria os Estados Unidos terem uma meta para a redução de gases com efeito de estufa, juntando-se nisso a todos os outros países desenvolvidos”.

Os Estados Unidos rejeitaram, em 2001, o Protocolo de Quioto, o acordo internacional que fixa metas obrigatórias de redução de emissões para os países desenvolvidos. Mas em Bali, os EUA subscreveram o Plano de Acção, que estabelece as balizas para a negociação de um novo acordo climático pós-Quioto.

James Connaughton, que lidera, na Casa Branca, o Conselho para a Qualidade Ambiental, afirmou ao final da reunião de Honolulu: “Estamos a trabalhar para compreender melhor as diferentes perspectivas das diferentes delegações e para encontrar um terreno comum”.

A próxima reunião dos maiores emissores do mundo – Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Rússia, Coreia do Sul, África do Sul, Reino Unido, Estados Unidos e União Europeia - será em Abril, em Paris. A reunião do G8 decorre entre 7 e 9 de Julho em Hokkaido, no Japão

Ricardo Garcia
publicado por saqv_ps às 08:11


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