Este Blog pretende ser também um traço de união entre quem sente, interpreta e decide o Ambiente e a Qualidade de Vida.
Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008

deg2.bmpUm estudo publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Science” (PNAS) lista as nove regiões do planeta que, ainda este século, serão palco de alterações bruscas devido ao sobre-aquecimento do planeta. Entre elas estão as monções na Índia e o declínio da floresta da Amazónia.

Os cientistas, coordenados por Tim Lenton, da Universidade de East Anglia, alertam que pequenas actividades humanas podem alterar, de forma ampla e duradoura, alguns dos componentes mais importantes do sistema climático do planeta. Os investigadores chamam “tipping elements” a nove desses componentes que estão em risco de ultrapassar uma fronteira crítica.

Os nove elementos são o degelo do Ártico (processo que se estima estar concluído dentro de dez anos), recuo da camada de gelo na Gronelândia (em 300 anos), o colapso da plataforma gelada do Oeste da Antárctida (300 anos), colapso da corrente oceânica global conhecida como termoalina (100 anos), aumento da oscilação do fenómeno El Niño no Pacífico (100 anos), colapso das monções na Índia (um ano), interrupção das monções na região ocidental de África (dez anos), desaparecimento da floresta da Amazónia (50 anos) e o desaparecimento da floresta boreal (50 anos).

“A sociedade não deve ser enganada por uma falsa sensação de segurança, ditada por projecções ligeiras de alterações globais”, comentou Lenton, num comunicado da Universidade de East Anglia.

“As nossas conclusões sugerem que uma variedade de elementos pode atingir o seu ponto crítico ainda este século, devido às alterações climáticas induzidas pelos humanos. As maiores ameaças estão no Árctico e na Gronelândia e, pelo menos, cinco outros elementos podem surpreender-nos ao se aproximarem desse ponto crítico”, acrescentou.

O estudo foi baseado nos dados e informações de 52 especialistas internacionais.

PUBLICO.PT
publicado por saqv_ps às 08:25

Estes compromissos de entidades académicas com prazos curtos para confirmação de sintomas de alterações climáticas devem ser registados, talvez pelo IPPC, avaliada a sua confirmação futura e até que ponto não correspondem a sinusoides de comportamentos passados.

Nada pior que em nome da mediatização dos autores, se exponha a sociedade a prognósticos regulares mais ou menos alarmantes, sempre que um grupo de académicos tenha sede de notoriedade ainda que, na sua maioria, apenas verificáveis a um século ou mais de distância.

O descrédito de uma hipótese que tanto custou a inculcar universalmente, não pode nem deve servir de cavalo mediático para objectivos de grupo ou, pior, individuais.

Macieira Antunes a 22 de Fevereiro de 2008 às 12:29



mais sobre mim
pesquisar
 
Fevereiro 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
12
13
15
16

17
19
20
22
23

24
26
27
29


Últ. comentários
pelo visto o plano do governo nao deu certo..
"Se as contas forem feitas de acordo com toda a ág...
Sinceramente estava mais que na altura... já a his...
Como é que é possível a média em Portugal ser de 1...
é isso ai, Alan, vc já expressou mto bem as palavr...
Parabéns á Sofia Guedes Vaz, pelo belo projeto des...
hf4YJU <a href=\"http://ukuhehkemvit.com/...
Está na hora do PS se ir embora
"As empresas de construção têm à sua disposição um...
Realmente, como é que jornalistas e quercus fazem ...